Sobre o tema envolvendo Deus vai me, além disso, aos 34 anos, Crislane Silva da Costa Viana vive uma rotina que, anos atrás, dificilmente imaginaria. Dessa forma, moradora de Anápolis, ela trabalha como professora e divide os dias entre a escola, a família e a criação da filha, Ísis, de 3 anos. Antes de chegar à sala de aula, no entanto, percorreu caminhos pouco comuns: cresceu na zona rural de Caturaí, tornou-se piloto de avião e passou três anos em um convento.
Com isso, nascida e criada na roça, Crislane conta que desde criança sentia vontade de conhecer um mundo maior do que aquele que via ao redor. Nesse sentido, caturaí, cidade onde passou a infância, fica a cerca de 45 km de Goiânia e, segundo ela, era pequena demais para os sonhos que começava a alimentar. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Deus vai me continuam sendo acompanhados com atenção.
“Eu sentia que aquele lugar não me cabia. Portanto, era como se fosse muito pequeno. Em seguida, eu tinha uma ânsia muito grande de expandir, de sair dali”, contou. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Deus vai me nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Deus vai me
De acordo com as apurações, os aviões que passavam sobre a casa também despertavam a curiosidade da menina. Por outro lado, de baixo, ela observava as aeronaves como algo distante e quase inacessível. Ao mesmo tempo, os estudos eram uma das formas que encontrou para abrir caminhos. Vale destacar que crislane sempre gostou de ler e estudar e se destacava na escola. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Deus vai me devem surgir em breve.
Sendo assim, na época de prestar vestibular, ainda não sabia exatamente qual profissão queria seguir. Além disso, pensava em ser delegada, juíza ou ocupar algum cargo que considerasse importante. Dessa forma, A ideia de ser piloto surgiu depois que encontrou, na rua, um panfleto sobre as Forças Armadas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Deus vai me continuam sendo acompanhados com atenção.
Com isso, ela chegou a procurar um cursinho preparatório pensando em seguir carreira na Aeronáutica. No primeiro dia, entretanto, uma explicação de um dos professores fez com que mudasse de ideia. Nesse sentido, ele falou sobre as dificuldades para chegar à cabine de um avião dentro da carreira militar e sobre o longo caminho até se tornar piloto.
Principais pontos e impactos da decisão
Portanto, ao sair do curso, Crislane foi até uma lan house e começou a pesquisar outras possibilidades. Em seguida, foi quando encontrou o curso de Ciências Aeronáuticas da PUC Goiás, voltado à formação de pilotos civis.
De acordo com as apurações, A mensalidade estava muito acima das condições financeiras da família, mas ela havia conseguido uma boa nota no Enem. Por outro lado, como havia apenas três vagas para o curso pelo programa de bolsas, colocou Ciências Aeronáuticas nas cinco opções disponíveis e conseguiu a segunda vaga.
Crislane entrou na faculdade sem ter experiência com aviação. Em uma turma de aproximadamente 60 alunos, havia apenas cinco mulheres. Muitos colegas já tinham contato com o setor desde crianças, enquanto ela ainda estava descobrindo aquele universo.
O que dizem as partes envolvidas
A facilidade com os estudos, no entanto, ajudou a superar a falta de conhecimento inicial. No terceiro período, veio o momento que confirmou que a escolha pela aviação fazia sentido.
Um colega a convidou para acompanhá-lo em um voo de instrução. Até então, Crislane nunca havia entrado em um avião. Ela conta que chegou a ter medo de não gostar da experiência ou passar mal, mas a sensação mudou assim que a aeronave deixou o chão.
“Eu lembro, assim, com claridade, a sensação do momento que o avião saiu do chão. Me deu aquele frio na barriga e eu pensei: ‘Meu Deus, é isso que eu quero para minha vida’”, relatou.
Próximos passos e desdobramentos
A partir dali, decidiu tirar a própria licença. Com a ajuda da mãe e de um instrutor, conseguiu fazer as horas de voo necessárias para obter a licença de piloto privado.
O caminho, entretanto, era caro. Além das horas de voo, havia custos com exames médicos e provas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Sem condições para bancar tudo, Crislane começou a trabalhar em diferentes funções para conseguir pagar a faculdade e continuar na formação.
Foi faxineira, diarista, lavou e passou roupas para outras pessoas e trabalhou com telemarketing. Em determinado período, fazia faculdade à tarde e trabalhava da meia-noite às 6h.
Mais detalhes sobre Deus vai me
Mesmo com as dificuldades, conseguiu concluir Ciências Aeronáuticas. No fim da graduação, entretanto, começou a questionar se a carreira que havia perseguido por tantos anos realmente a faria feliz.
A dúvida coincidiu com uma reaproximação de Crislane com a religião. Criada em uma família católica, ela passou a frequentar mais a igreja e grupos de jovens e se envolveu com a Renovação Carismática Católica.
Foi nesse período que começou a se perguntar se o desejo de seguir na aviação correspondia, de fato, ao caminho que queria para a vida. A partir daí, passou a pesquisar institutos religiosos e conheceu as Irmãs Franciscanas da Divina Misericórdia, que mantinham uma casa em Goiânia. Depois de algumas visitas e encontros, decidiu entrar para o convento.
Mais detalhes sobre Deus vai me
“Eu tive essa impressão de que era aquilo que Deus queria para mim. Continuei convivendo com as irmãs nos encontros e cheguei à decisão de que queria realmente entrar para o convento”, contou.
Crislane permaneceu três anos na vida religiosa. A experiência, segundo ela, foi importante para o desenvolvimento pessoal e para a maneira como passou a enxergar a própria fé.
Ela também diz que deixou o convento com uma visão diferente sobre Deus. Antes, tinha uma percepção mais rígida e limitada. Durante o período com as irmãs, passou a entendê-lo como um Deus de amor.
Depois de três anos, contudo, voltou a se questionar. Percebeu que conseguiria permanecer no convento, mas acreditava que viveria aquela escolha como um sacrifício.
A decisão de sair veio de forma tranquila. Segundo Crislane, até mesmo a mestra que a acompanhava percebia que, apesar de se dedicar e realizar bem as tarefas, ela não demonstrava felicidade naquela vida.
“Ela falou que eu era uma pessoa excepcional em tudo o que eu fazia, que podia me dar qualquer responsabilidade e tinha certeza de que eu faria bem, mas que eu não fazia com amor. Ela via que era um sacrifício, que era dolorido e que eu realmente não seria feliz desse jeito”, relatou.
Depois de deixar o convento, Crislane voltou a tentar encontrar uma maneira de retomar a aviação. Procurou escolas, fez orçamentos e buscou alternativas para conseguir dinheiro para as horas de voo. Mais uma vez, entretanto, as dificuldades financeiras impediram que avançasse.
Foi nesse momento que uma amiga sugeriu que Crislane cursasse Pedagogia. A ideia era que ela pudesse trabalhar como professora, ter uma rotina mais flexível e usar parte da renda para continuar investindo na formação como piloto.
A estratégia não saiu como planejado. “Eu brinco que fui ludibriada. Me disseram que eu ia ganhar bem, que eu ia ter tempo, e eu vi que a realidade é totalmente outra”, brincou.
Enquanto terminava a segunda graduação, veio a pandemia de Covid-19. Com as escolas fechadas, ela passou a dar aulas particulares e reforço escolar, principalmente para crianças em fase de alfabetização. Também ajudou a mãe nas feiras e passou a fazer terços para vender, atividade que havia aprendido durante o período no convento.
Depois, voltou para Goiânia, onde trabalhou em restaurante e como motorista de aplicativo. Mais tarde, conseguiu emprego em uma escola e passou pela experiência de atuar como coordenadora. Foi também nesse período que se casou com Rodrigo.
A história de Crislane ganhou repercussão justamente após o casamento, quando o primo publicou nas redes sociais que iria ao casamento da prima que “já foi piloto de avião” e “já foi freira”. A publicação chamou a atenção pela quantidade de mudanças na trajetória dela e acabou viralizando.
A repercussão rendeu entrevistas em veículos de comunicação e até um convite para participar do programa de Luciano Huck, no quadro “Acredite em Quem Quiser”.
Pouco depois, veio a convocação para o concurso da Prefeitura de Anápolis que havia prestado ainda em 2019, inicialmente apenas para experimentar como funcionava uma prova desse tipo. Ela havia ficado na 162ª colocação para 150 vagas, mas foi chamada posteriormente e chegou a ser a primeira convocada da terceira chamada.
Crislane e o marido se mudaram para Anápolis. Ele também passou a trabalhar na cidade e, depois, os dois tiveram a filha, Ísis.
Hoje, Crislane trabalha no CMEI Rainha da Paz, onde é professora de uma turma de Infantil 1, formada por 12 bebês. A filha também estuda na unidade, em uma turma de Infantil 2. O marido, Rodrigo, atua como artista e professor na Escola de Arte Oswaldo Verano.
Apesar de todos os caminhos percorridos, a aviação ainda ocupa um espaço importante na vida de Crislane. Ela afirma que o sonho de ser piloto não desapareceu, mesmo depois de casamento, maternidade, mudanças profissionais e tantos outros acontecimentos.
“O sonho da aviação é um sonho, e sonho não muda assim da noite para o dia. Ainda é a área que eu sou apaixonada. Eu ainda sonho em conseguir continuar na aviação”, afirmou.
Para ela, a própria trajetória é marcada menos por mudanças de planos e mais pela disposição de seguir adiante quando percebe que determinado caminho já não faz sentido.
“Eu sou muito assim: não está dando certo aqui? Vamos para lá. Não deu certo lá? Vamos para lá. Eu não sou muito de ficar insistindo, sabe, de desistir. Eu acredito muito que Deus vai conduzindo a gente para os lugares onde a gente precisa ir”, disse.
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