Domingo, 8 de novembro de 2026
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Deputada Ana Elisa denuncia ameaças de morte e ataques racistas por e-mail

Deputada Ana Elisa denuncia ameaças de morte e ataques racistas por e-mail

Além disso, A deputada federal Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) tornou público em suas redes sociais um e-mail com graves ameaças de morte, violência sexual e ofensas racistas. Dessa forma, eleita aos 21 anos como a parlamentar mais jovem a ocupar uma cadeira no legislativo federal por Minas Gerais, ela revelou o conteúdo após ser alvo de críticas pelo uso de escolta policial em tempo integral.

Com isso, A mensagem, enviada em setembro deste ano por um indivíduo que se identifica como “integrante de um grupo supremacista branco”, detalha informações pessoais da parlamentar e estende as ameaças à sua família.

Trechos do e-mail

Nesse sentido, entre os trechos divulgados, o autor afirma que estaria esperando uma oportunidade para atacar a parlamentar dentro da própria residência: “Ana Elisa escuta bem, porque eu já estou dentro da sua casa, esperando que você abra a porta para eu te arrancar pelos cabelos, te jogar contra o muro de concreto. Quando o sol bater no seu rosto vou rasgar essa blusa rosa do seu corpo, sem te dar sequer um segundo para gritar ou implorar piedade.”

Em outro trecho da mensagem, o remetente detalha ameaças de estupro e assassinato, além de direcionar ataques racistas à trajetória de Ana Elisa e à representatividade negra no Congresso Nacional: “Você merece essa destruição lenta e agonizante, porque tem a audácia de representar filhotes de macacos no parlamento.”

O autor do e-mail também escreveu que despreza “mulheres pretas que acham que podem representar o povo vestindo ternos ridículos e falando sobre justiça social”, afirmando ter decidido dar à deputada o “fim mais humilhante” antes de tirar sua vida.

Polícia Federal e Polícia Civil investigam o caso

A escalada de violência contra a parlamentar não é recente. Ainda durante a campanha eleitoral, Ana Elisa já havia registrado denúncias por ameaças e pressões de teor semelhante.

Em outubro, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Federal (PF) instauraram inquéritos para apurar os ataques anteriores e identificar os responsáveis. Questionada sobre o andamento das investigações, a PCMG não retornou até o fechamento desta reportagem. A Polícia Federal informou, em nota oficial, que não se manifesta sobre apurações em andamento.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás