Além disso, A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado da investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Dessa forma, A solicitação integra uma série de medidas apresentadas pelos advogados na sexta-feira (30), divulgadas nesta segunda-feira (2).
Além de questionar a atuação de Moraes, a defesa tenta reverter a decisão que determinou a entrega dos passaportes de Flávio e o proibiu de deixar o Brasil. Com isso, os advogados também defendem a transferência da investigação para o ministro André Mendonça. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, O pedido de afastamento de Moraes tem como fundamento alegações de possíveis conflitos de interesses. Portanto, A defesa menciona relações entre a empresa Fraction 024, citada nas investigações, e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Contexto e detalhes sobre Flávio Bolsonaro
Em seguida, para os advogados, essas circunstâncias justificariam o reconhecimento de impedimento ou suspeição do magistrado. As alegações ainda precisam ser examinadas pelo Supremo e não representam uma conclusão judicial sobre a conduta de Moraes.
Outra frente da atuação jurídica busca derrubar as restrições determinadas após a Polícia Federal apontar risco de saída do país.
A decisão de Moraes estabeleceu a entrega dos documentos de viagem, a proibição de deixar o território nacional e a restrição de contato com Willer Tomaz, também investigado no procedimento.
Flávio não entregou os passaportes no prazo fixado. Posteriormente, deixou o Brasil com a família, passou pela Argentina e chegou aos Estados Unidos em 28 de outubro.
A Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiros do senador e passou a apurar as circunstâncias do deslocamento.
Os advogados contestam os fundamentos das medidas cautelares e pedem sua revogação.
A defesa também sustenta que a investigação deveria ser conduzida pelo ministro André Mendonça.
O argumento apresentado é que parte dos fatos teria conexão com procedimentos já sob responsabilidade do magistrado, incluindo apurações relacionadas à Operação Sem Desconto.
O inquérito em questão envolve suspeitas de movimentações financeiras irregulares relacionadas a empresas e plataformas de apostas. Willer Tomaz também é investigado.
As solicitações da defesa ainda dependem de decisão do Supremo Tribunal Federal. A apresentação dos recursos não suspende automaticamente as medidas cautelares em vigor.
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