Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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De vendedora de bombons a empresária: goiana que custeou a faculdade com doces hoje comanda instituto de ensino em saúde

De vendedora de bombons a empresária: goiana que custeou a faculdade com doces hoje comanda instituto de ensino em saúde

Sobre o tema envolvendo vendedora de bombons, além disso, antes de fundar uma instituição de ensino voltada à formação de profissionais da saúde, Ana Claudia Camargo precisou encontrar uma maneira de pagar a própria faculdade. Dessa forma, filha de uma comerciante que produzia doces e bolos para complementar a renda de casa, ela vendia bombons preparados pela mãe em feiras de Goiânia, no bairro onde morava e até dentro da faculdade de Biomedicina. Com isso, para chegar às aulas, caminhava mais de 10 km por dia. Nesse sentido, O objetivo era continuar estudando e realizar um sonho que também era dos pais: ver a filha conquistar um diploma.

Portanto, hoje, aos 47 anos, a biomédica e empresária está à frente da ITH Educação, instituição que começou com cursos livres na área da saúde e ampliou sua atuação para a pós-graduação e a graduação. Em seguida, ao longo da trajetória, ela também construiu uma carreira acadêmica, atuou por cerca de 20 anos como professora universitária e concluiu doutorado em Medicina Tropical. De acordo com as apurações, segundo Ana Claudia, a instituição já contribuiu para a formação de mais de 15 mil profissionais em diferentes regiões do país. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a vendedora de bombons continuam sendo acompanhados com atenção.

Por outro lado, em entrevista ao Mais Goiás, Ana Claudia relembra os desafios financeiros da juventude, a influência da mãe na decisão de empreender e as perdas familiares que marcaram sua relação com a saúde. Vale destacar que ela também conta como identificou uma lacuna na formação de profissionais do setor e decidiu criar uma instituição para aproximar o conhecimento acadêmico das exigências do mercado de trabalho. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de vendedora de bombons nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre vendedora de bombons

“Minha primeira experiência como empreendedora não foi quando fundei a ITH, mas quando precisei encontrar uma maneira de continuar estudando”, afirma. Especialistas destacam que novas atualizações sobre vendedora de bombons devem surgir em breve.

Bombons, longas caminhadas e o sonho da faculdade

Sendo assim, A trajetória empreendedora de Ana Claudia começou antes de ela imaginar que comandaria uma instituição de ensino. Além disso, na época, pagar uma graduação exigia esforço e participação ativa no orçamento de casa. Dessa forma, A mãe já produzia doces e bolos para complementar a renda familiar, e a venda de bombons se tornou uma alternativa para custear os estudos da filha. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a vendedora de bombons continuam sendo acompanhados com atenção.

Com isso, A rotina envolvia caminhar mais de dez quilômetros por dia e aproveitar diferentes espaços para vender os produtos. Nesse sentido, as feiras de Goiânia, o próprio bairro e a faculdade estavam entre os locais onde ela oferecia os doces. Portanto, não havia um planejamento empresarial estruturado, mas uma necessidade imediata: conseguir dinheiro para pagar a mensalidade e permanecer na universidade. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de vendedora de bombons nos últimos dias.

Principais pontos e impactos da decisão

“Não existia um plano de negócios, mas a necessidade de encontrar uma solução”, resume. Especialistas destacam que novas atualizações sobre vendedora de bombons devem surgir em breve.

Em seguida, as vendas nem sempre eram suficientes, e a incerteza sobre como pagaria as próximas mensalidades acompanhava a rotina. Ainda assim, Ana Claudia afirma que concluir a graduação era uma prioridade. De acordo com as apurações, para ela, estudar representava a possibilidade de mudar de realidade e também uma maneira de honrar o esforço dos pais.

“Eu vendia bombons para ter acesso à educação. Por outro lado, anos depois, construiria uma empresa justamente para oferecer educação a outras pessoas”, destaca.

Vale destacar que A experiência também reforçou o vínculo com a mãe, que trabalhava como comerciante e foi uma das principais referências na formação da empresária. Sendo assim, desde cedo, Ana Claudia observava como ela buscava alternativas para manter a renda familiar e enfrentar as dificuldades.

Além disso, segundo a biomédica, a convivência com a mãe ensinou que empreender envolve iniciativa, capacidade de resolver problemas e responsabilidade pelas próprias decisões. Dessa forma, mesmo sem ter acompanhado a criação da ITH Educação, a mãe permanece presente na forma como ela enxerga o trabalho e conduz os negócios.

“Minha mãe não pôde acompanhar a construção da ITH, mas existe muito dela na empresária que me tornei”, afirma.

Perdas familiares influenciaram a escolha pela saúde

Com isso, A decisão de cursar Biomedicina também está ligada a experiências dolorosas da vida pessoal. Nesse sentido, ana Claudia perdeu o pai e a mãe ainda jovem. Portanto, aos 27 anos, já havia perdido ambos. O pai foi vítima do acidente radiológico com o Césio-137, ocorrido em Goiânia, enquanto a mãe enfrentava uma doença autoimune crônica. De acordo com a empresária, os dois tiveram diagnósticos tardios.

As perdas influenciaram a maneira como ela passou a enxergar a assistência em saúde e o papel dos profissionais no atendimento aos pacientes. A experiência familiar se tornou uma das motivações para seguir na área e, posteriormente, trabalhar com formação profissional.

“Fiz Biomedicina para ressignificar minha história e ensinar aos profissionais de saúde aquilo que faltava, para que outras famílias não passassem pelo que eu vivi”, explica.

Para Ana Claudia, a atuação de um profissional da saúde vai além do conhecimento técnico. As decisões tomadas durante um atendimento podem afetar diretamente pacientes e familiares, especialmente em situações de vulnerabilidade. Essa percepção passou a integrar sua visão sobre a formação de quem trabalha no setor.

“Por trás de um profissional bem preparado existem pacientes, famílias e histórias que podem ser profundamente impactadas por suas decisões”, diz.

Depois de concluir a graduação, ela construiu uma carreira acadêmica e atuou por cerca de 20 anos na docência universitária. Foi nesse período que começou a perceber uma dificuldade recorrente entre os alunos: muitos concluíam a formação inicial, mas ainda procuravam cursos que os ajudassem a desenvolver habilidades mais próximas das exigências da prática profissional.

A observação despertou a ideia de criar uma instituição capaz de aproximar o ensino da realidade dos serviços de saúde. Inicialmente, Ana Claudia indicava outras instituições aos estudantes que buscavam especializações e capacitações. Com o tempo, passou a considerar a possibilidade de desenvolver uma estrutura própria.

“Não abandonei minha formação em saúde para me tornar empresária. Encontrei na educação uma maneira de ampliar meu impacto como profissional da saúde”, afirma.

De cursos de fim de semana a uma instituição de ensino

A ideia começou a ser testada em 2013 e 2014, com cursos livres realizados aos fins de semana. Em 2015, Ana Claudia decidiu transformar a iniciativa em um negócio. O Instituto Health começou em Goiânia, com cursos de curta duração oferecidos em espaços alugados, e depois ampliou a atuação para especializações.

Com o crescimento da operação, a instituição passou a ser conhecida como ITH Pós-graduação e, posteriormente, Faculdade ITH. Em 2026, a marca adota o nome ITH Educação, que representa a atual fase do negócio. A proposta, segundo a empresária, permanece centrada na formação de profissionais da saúde que precisam combinar conhecimento científico, habilidades práticas e segurança para tomar decisões.

O começo, porém, esteve longe de ser simples. Sem capital externo, Ana Claudia utilizou o próprio salário de professora para colocar o projeto em funcionamento. Ela chegou a convidar dois colegas para se tornarem sócios, mas ambos recusaram a proposta por considerarem o empreendimento arriscado.

A empresária conta que precisou assumir diferentes tarefas, desde a conquista de alunos e a contratação de professores até a organização dos cursos e o controle financeiro. Ao mesmo tempo em que construía a instituição, aprendia a administrar um negócio. A formação empreendedora também incluiu conhecimentos adquiridos no Sebrae.

“Empreender exige coragem para começar, mas ainda mais disciplina para continuar”, avalia.

A experiência como professora influenciou a maneira como a ITH Educação estruturou os cursos. Para Ana Claudia, dominar uma técnica não garante, por si só, que um profissional consiga administrar um consultório, liderar uma equipe ou desenvolver uma carreira sustentável. Por isso, a instituição passou a incorporar temas como empreendedorismo, marketing, gestão e liderança à formação na área da saúde.

A proposta também se relaciona à metodologia de aprendizagem ITH 4.0, que busca ampliar a preparação dos estudantes para as demandas do mercado. A ideia é combinar a formação técnica com competências necessárias à gestão e à adaptação a diferentes contextos profissionais.

“Na saúde, não basta acumular certificados, é preciso desenvolver conhecimento, habilidades e segurança para tomar decisões”, afirma.

Mais de 15 mil profissionais formados

Em pouco mais de uma década, a ITH Educação passou de cursos de curta duração em espaços alugados para uma operação de ensino que, segundo Ana Claudia, já ultrapassou a marca de 15 mil profissionais formados. Entre os momentos importantes da trajetória, ela cita a realização das primeiras turmas, a chegada de alunos de outras cidades, a expansão para o ensino digital e o credenciamento como faculdade.

O crescimento também exigiu mudanças na gestão. Com a ampliação da instituição, a empresária precisou trazer gestores experientes e aprender a dividir responsabilidades. Ela considera essa transição um dos sinais de amadurecimento do negócio, que deixou de depender exclusivamente de sua atuação direta.

Em 2023, Ana Claudia foi selecionada para o programa Winning Women Brazil, da EY, voltado a empreendedoras. Ela também participou de experiências de mentoria e teve contato com empresários e lideranças do mercado, oportunidades que, segundo ela, ampliaram sua visão sobre gestão e expansão.

A presença da trajetória da ITH em veículos de comunicação também marcou a empresária. Para ela, a visibilidade representa o reconhecimento de uma iniciativa criada em Goiânia sem investidores externos, sustentada inicialmente pelo trabalho e pelo reinvestimento dos próprios resultados.

Apesar dos números, Ana Claudia afirma que o impacto da instituição não se resume à quantidade de alunos. Acompanhar ex-estudantes assumindo posições de liderança, abrindo negócios e conquistando espaço no setor é uma das partes mais significativas do trabalho.

“Crescer é quando o sonho deixa de depender apenas de você e passa a ser construído por pessoas que acreditam nele tanto quanto você”, afirma.

Novos caminhos para a ITH Educação

Depois de superar a meta de formar 10 mil alunos, estabelecida para 2025, a instituição entrou em uma nova fase. Em 2026, segundo Ana Claudia, a ITH avançou em Brasília e integrou a operação de graduação à UNIUBE. A mudança permitiu concentrar esforços na pós-graduação em saúde, área que permanece no centro da atuação da empresa.

Para 2027, a empresária prevê novas turmas em São Paulo e planeja ampliar a oferta de pós-graduação voltada aos médicos. A expansão, segundo ela, precisa ocorrer sem comprometer a qualidade da formação nem a proximidade com as necessidades dos profissionais.

O objetivo é crescer mantendo o foco na área em que a instituição construiu sua experiência. Para Ana Claudia, reconhecer os próprios limites e concentrar esforços no que a empresa faz melhor também faz parte do amadurecimento de um negócio.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás