Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Cidades

De sabonetes a hidratantes: ateliê em Goiânia ensina a fabricar cosméticos artesanais

De sabonetes a hidratantes: ateliê em Goiânia ensina a fabricar cosméticos artesanais

Sobre o tema envolvendo sabonetes a hidratantes, além disso, A empresária Sandrelí dos Santos Andrade, de 55 anos, transformou uma experiência pessoal dolorosa em um novo caminho profissional. Dessa forma, À frente do Ateliê Maga Curso, em Campinas, em Goiânia, ela ensina a produção de cosméticos artesanais, velas e aromatizantes de ambiente. Com isso, A iniciativa surgiu há cerca de dez anos, a partir da própria experiência com o artesanato e da vontade de ajudar outras pessoas a encontrar uma oportunidade de recomeço.

Nesse sentido, em entrevista ao Mais Goiás, Sandrelí conta que o primeiro contato com o artesanato aconteceu em um momento difícil da vida. Portanto, na época, ela procurou um curso para ocupar a mente e encontrar um pouco de tranquilidade diante de uma experiência familiar que descreve como muito ruim. O aprendizado, no entanto, acabou ganhando um significado maior. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a sabonetes a hidratantes continuam sendo acompanhados com atenção.

“Quando o artesanato surgiu na minha vida, ele surgiu por uma forma, uma fuga, uma dor, uma experiência familiar muito ruim”, relembra. Em seguida, ao perceber os benefícios que a atividade proporcionou a ela, a empresária decidiu compartilhar o conhecimento com outras pessoas. “Eu pensei: isso não pode ficar só comigo.” Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de sabonetes a hidratantes nos últimos dias.

Sabonetes a hidratantes: De workshops à criação do próprio ateliê

De acordo com as apurações, antes de abrir o Ateliê Maga Curso, Sandrelí ministrava aulas em outro estabelecimento, onde os encontros aconteciam no formato de workshops. A experiência permitiu que ela identificasse uma dificuldade enfrentada pelas participantes: muitas terminavam as aulas sem compreender completamente as técnicas ensinadas e precisavam de orientação adicional para colocar o conhecimento em prática.

“Quando as aulas terminavam, meu celular não parava de receber mensagens na semana seguinte, porque os alunos tinham dúvidas e não conseguiam entender a técnica”, conta.

A partir dessa percepção, ela decidiu criar um espaço em que as alunas pudessem aprofundar o aprendizado e desenvolver mais segurança na produção. “Eu não posso deixar essas alunas saírem com mais dúvidas do que entraram”, recorda sobre o pensamento que a levou a abrir o próprio negócio.

A decisão marcou o início de uma jornada que já soma dez anos. No começo, o ateliê funcionou no Shopping Estação Goiânia. Apesar da boa recepção no local, Sandrelí percebeu que precisava encontrar um endereço mais adequado para divulgar o trabalho e alcançar o público que procurava. Foi então que decidiu levar o negócio para Campinas.

Artesanato como fonte de renda e bem-estar

Atualmente, o público do ateliê reúne pessoas com objetivos diferentes. Há quem procure os cursos para aprender uma nova habilidade e complementar o orçamento familiar, enquanto outras participantes desejam praticar o artesanato como hobby. Sandrelí também recebe alunas encaminhadas por psicólogos e psiquiatras, que buscam atividades manuais como parte de suas estratégias de cuidado.

“Tem pessoas que vêm porque estão procurando uma fonte de renda. Tem um público pequeno de pessoas que querem fazer do artesanato um hobby e pessoas que vêm por indicação dos seus psicólogos, seus psiquiatras”, explica.

A empresária afirma que acompanha histórias de alunas que começaram sem grandes expectativas e, com o tempo, passaram a depender financeiramente da atividade. Segundo ela, há casos em que o artesanato já representa 80% da renda das participantes.

“Eu vejo muitas alunas que posso falar que são cases de sucesso, pessoas que começaram muito despretensiosamente e hoje 80% da renda vem do artesanato”, relata.

Para Sandrelí, os resultados demonstram que o aprendizado pode ultrapassar a experiência de uma atividade manual e abrir possibilidades de autonomia financeira. O desenvolvimento, entretanto, exige dedicação e compreensão dos processos de produção.

Cuidados para começar a produzir cosméticos em casa

Além de ensinar técnicas, Sandrelí orienta quem deseja começar a fabricar cosméticos artesanais. Segundo ela, mesmo as preparações consideradas mais simples exigem conhecimentos básicos sobre os ingredientes, as formulações e os cuidados necessários para evitar contaminações.

A empresária destaca que a produção doméstica não deve ser confundida com a fabricação improvisada. É necessário manter um ambiente limpo, organizado e higienizado, além de separar os utensílios utilizados exclusivamente para essa finalidade.

Entre os equipamentos recomendados estão balança, termômetro, recipientes de medição, béqueres, colheres e um fogão elétrico, conforme as necessidades das formulações. Os materiais não devem ser compartilhados com as atividades da cozinha, justamente para reduzir os riscos de contaminação.

Outro cuidado importante, segundo Sandrelí, é evitar a compra excessiva de matérias-primas logo no início. A recomendação é começar com um conjunto básico de materiais, aprender a função de cada ingrediente e desenvolver experiência antes de ampliar os investimentos.

“Ela tem que começar com um kit básico, produzir, sentir o que realmente está fazendo. Ela precisa entender o que cada ingrediente está fazendo ali naquela formulação”, aconselha.

A empresária ressalta ainda a importância de observar as exigências sanitárias aplicáveis à produção de cosméticos, que envolvem condições adequadas de higiene, estrutura e segurança. A possibilidade de fabricar produtos em casa não elimina a necessidade de cumprir as regras pertinentes à atividade.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás