Além disso, goiânia completa 93 anos em 24 de outubro, mas parte da história de sua construção continua à vista de quem passa pelo Centro. Dessa forma, fachadas geométricas, linhas retas, janelas simétricas e detalhes decorativos revelam a influência do art déco, estilo arquitetônico que marcou os primeiros anos da capital.
Com isso, alguns desses prédios vão além da arquitetura. Nesse sentido, hoje, abrigam cinema, teatro, museus, bibliotecas e outros espaços culturais. Portanto, outros mantêm funções administrativas ou escolares, mas continuam sendo referências da paisagem urbana e podem ser apreciados por fora.
Em seguida, para celebrar o aniversário da cidade, o Mais Goiás Divirta-se reuniu sete construções históricas a partir de informações da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult). De acordo com as apurações, O roteiro passa principalmente pelo Centro e pela Praça Cívica, onde estão alguns dos exemplares mais conhecidos do art déco goianiense.
1. Centro Cultural Marietta Telles Machado — cinema, livros e memória
Por outro lado, quem olha para a fachada do Centro Cultural Marietta Telles Machado talvez não imagine quantas atividades culturais cabem ali. Vale destacar que O prédio abriga o Cine Cultura, o Museu da Imagem e do Som (MIS), a Biblioteca Estadual Pio Vargas, a Biblioteca Braille e a Gibiteca Jorge Braga.
Sendo assim, projetado por Attilio Corrêa Lima e construído em 1933, o edifício já recebeu a Secretaria Geral do Estado, o Fórum e a Secretaria da Fazenda. Além disso, em 1936, também abrigou o escritório técnico responsável pelas obras de construção de Goiânia.
Dessa forma, hoje, além das unidades culturais, funciona como sede da Secult Goiás. É um dos endereços mais interessantes do roteiro para quem quer entrar em um edifício histórico e aproveitar sua programação.
Com isso, O Centro Cultural recebeu o nome de Marietta Telles Machado em homenagem à contista, cronista, pesquisadora, memorialista, documentarista, ensaísta, poetisa, dramaturga, conferencista, produtora cultural e conhecedora das artes em geral.
2. Teatro Goiânia — espetáculos em um prédio de 1942
Assistir a uma peça, um show ou um concerto no Teatro Goiânia também é uma maneira de conhecer a história da capital. Inaugurado em 1942, durante o Batismo Cultural de Goiânia, o antigo Cine-Teatro Goiânia preserva detalhes da arquitetura art déco projetada por Jorge Félix.
O espaço recebe espetáculos de teatro, música e dança, além de festivais. Tombado pelo Iphan em 2003, tem capacidade informada de 710 espectadores e guarda homenagens a personagens da cultura goiana: o edifício recebeu o nome de Centro Cultural João Bennio, enquanto o hall de entrada foi batizado de Tia Amélia, em referência à pianista Amélia Brandão.
3. Museu Pedro Ludovico — uma viagem ao cotidiano da antiga capital
Como era a casa de Pedro Ludovico Teixeira, responsável pela transferência da capital para Goiânia? O museu instalado na antiga residência do ex-governador permite conhecer móveis, objetos pessoais e documentos que ajudam a contar sua trajetória e o cotidiano da família.
Construída de 1934 a 1937, a casa foi projetada por Attilio Corrêa Lima e preserva características da arquitetura art déco. O acervo também reúne referências à vida de Gercina Borges Teixeira, esposa de Pedro Ludovico.
Reaberto em fevereiro de 2026, após uma reforma, o museu recebeu melhorias na fachada, nos pisos e nos ambientes internos. A visita é gratuita, mas exige agendamento prévio e tem limite de dez pessoas por horário.
4. Museu Zoroastro Artiaga — o primeiro museu de Goiânia
O Museu Goiano Zoroastro Artiaga (Muza) voltou a receber o público em março de 2026, após uma restauração de R$ 6,6 milhões. Localizado na Praça Cívica, o espaço reúne acervos ligados à história, à cultura e ao patrimônio natural de Goiás, com peças arqueológicas, objetos indígenas, minerais e exemplares relacionados ao Cerrado.
Construído de 1942 a 1943, o edifício foi projetado pelo engenheiro polonês Kazimierz Bartoszewski para abrigar o Departamento de Imprensa e Propaganda. Em 1946, passou a receber o museu, considerado o primeiro da capital.
A restauração recuperou elementos originais da arquitetura art déco, além de contemplar melhorias estruturais, iluminação e segurança. O prédio é tombado pelo Estado e pelo Iphan.
O nome da instituição homenageia o professor, pesquisador e intelectual Zoroastro Artiaga, responsável por reunir parte significativa do acervo inicial e por difundir o conhecimento sobre a história, a geografia e as tradições culturais de Goiás.
5. Palácio das Esmeraldas — um dos símbolos da Praça Cívica
Sede do Governo de Goiás e residência oficial do governador, o Palácio das Esmeraldas está entre as construções mais reconhecidas da Praça Cívica.
Projetado por Attilio Corrêa Lima, foi construído de dezembro de 1933 a março de 1937. O edifício passou por diferentes intervenções para preservar suas características arquitetônicas, incluindo restaurações de vitrais, pisos, revestimentos e fachadas.
A mais recente, concluída em maio de 2025, contemplou reparos estruturais e recuperação de elementos externos, como os balaústres da varanda frontal.
6. Lyceu de Goiânia — uma escola que preserva a arquitetura da capital
O Lyceu de Goiânia mostra como o art déco também marcou os edifícios dedicados à educação. O projeto original é de Attilio Corrêa Lima e foi posteriormente modificado pelo escritório dos irmãos Coimbra Bueno.
Tombado como parte do conjunto arquitetônico histórico da capital, o prédio passou por um processo de reconstrução e restauro, com investimento informado de R$ 20 milhões.
Reinaugurada em janeiro de 2026, a unidade funciona como Centro de Ensino em Período Integral (Cepi). A intervenção preservou características da área histórica, incluindo fachadas e elementos originais.
7. Antiga Chefatura de Polícia — de cadeia pública a centro de pesquisa
Um prédio que já abrigou a Polícia Civil e a Cadeia Pública de Goiás ganhou uma função bem diferente. A antiga Chefatura de Polícia, inaugurada em 1937, foi restaurada para receber instituições ligadas à pesquisa, à tecnologia e à inovação.
Localizado na Praça Cívica, o edifício passou por uma restauração de R$ 6,4 milhões, conduzida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A entrega ocorreu em 16 de fevereiro de 2023, com a preservação das características originais da arquitetura art déco.
Após a recuperação, o espaço foi destinado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), ao Instituto Mauro Borges (IMB), a parte do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) e a um ambiente de coworking para startups.
Os edifícios mostram como a arquitetura art déco permanece presente na vida da capital, seja como espaço cultural, escola, museu ou sede de instituições públicas.
Para quem pretende fazer o passeio, a Praça Cívica é um bom ponto de partida, já que concentra vários imóveis históricos. Os espaços culturais oferecem possibilidades de visitação e programação, enquanto os edifícios administrativos podem ser conhecidos por suas fachadas, sempre respeitando as regras de acesso.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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