Datafolha: 38% veem Lula como o mais prejudicado pela crise no STF

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Pesquisa eleitoral
Reprodução/Senado Federal

Lula é o candidato que mais eleitores apontam como prejudicado pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF): 38% dos entrevistados têm essa avaliação, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18/09). Em segundo lugar aparece Flávio Bolsonaro, citado por 31% dos eleitores.

Além de Lula e Flávio Bolsonaro, outros candidatos foram citados, mas com percentuais bem menores. Ronaldo Caiado e Renan Santos foram apontados com 2% cada. Augusto Cury e Romeu Zema aparecem com 1% cada.

Além disso, um quarto dos eleitores (25%), avalia que a crise não prejudica nenhum dos candidatos. Outros 14% não souberam responder se há algum impacto eleitoral.

A pesquisa foi realizada nos dias 15 e 16 de setembro, ouvindo 2.002 entrevistados com idade igual ou superior a 16 anos. O intervalo de confiança é de 95%, com variação máxima de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A crise teve início após o ministro André Mendonça quebrar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF), que apontava troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, investigações apontam que Moraes teria opinado em detalhes de um contrado de R$ 181 milhões entre as empresas de Vorcaro e do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Na última terça-feira (15/09), o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma sessão extraordinária histórica e de extrema tensão para julgar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

O foco do julgamento foi a validade dos relatórios da Polícia Federal que expuseram mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um contato atribuído a Moraes. Moraes acusou Mendonça “de ter cometido irregularidades e de atropelar procedimentos aplicáveis a investigações que envolvem autoridades com foro”. Já o ministro Gilmar Mendes alegou que “a atuação do colega teve motivação político-eleitoral”.

A sessão terminou sem decisão sobre o caso. O ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, solicitou mais tempo para analisar o processo antes de votar. Ele tem 90 dias para devolver o caso ao plenário. Esse prazo se encerra em dezembro, após as eleições.

*estagiário sob supervisão de Alexandre de Aquino

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