Além disso, uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Conselho Tutelar identificou 30 crianças em uma casa no bairro Papillon Park, em Aparecida de Goiânia, que funcionava como creche clandestina, segundo as equipes. A dona do local e duas funcionárias foram levadas para que o delegado plantonista avalie o caso e defina o enquadramento legal.
Dessa forma, A conselheira tutelar Elita Arantes afirmou que a casa apresentava condições insalubres, com móveis e objetos sem limpeza adequada. Com isso, havia alimentos, mas, segundo a avaliação da Vigilância Sanitária relatada por ela, não eram apropriados. Nesse sentido, quando as equipes chegaram, uma educadora preparava ovos e ia oferecer pão às crianças.
O Conselho Tutelar informou que pediu as fichas das crianças e os telefones de seus responsáveis, mas nenhum cadastro foi apresentado. Após a intervenção, as crianças foram entregues às famílias.
Contexto e detalhes sobre Creche clandestina
Segundo Elita, pais ouvidos pela equipe disseram que enfrentavam dificuldade para conseguir vagas em Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis). Alguns afirmaram que confiavam na responsável pelo local por ela ter boas referências na comunidade. Os valores pagos variavam de R$ 450 a R$ 700; conforme os relatos repassados ao Conselho, algumas crianças eram cuidadas ali havia mais de cinco anos. A diferença de preço estaria relacionada, em alguns casos, ao transporte feito pela responsável.
O GCM Jeferson Santana disse que a ocorrência seguia em andamento na Central de Flagrantes. A dona do estabelecimento, segundo a conselheira, sabia que o Conselho Tutelar estava no local para adotar medidas de proteção às crianças. Elita afirmou que a orientou a buscar a regularização caso queira continuar trabalhando com cuidados infantis.
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