Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
conservadorismo no Brasil

Centro-Oeste é a região mais conservadora do Brasil, diz pesquisa Ipsos

Centro-Oeste é a região mais conservadora do Brasil, diz pesquisa Ipsos

Além disso, uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos revelou que Centro-Oeste e Norte são as regiões mais conservadoras do Brasil. Dessa forma, A escala utilizada pelo instituto vai de zero a um, e quanto mais perto o índice estiver do número um, mais conservadora é a região analisada. Com isso, O Centro-Oeste chegou a 0,710. Nesse sentido, na sequência vieram Sul (0,68), Nordeste (0,674) e Sudeste (0,659).

Na série histórica, iniciada em 2010, somente em um momento o Centro-Oeste brasileiro foi mais conservador do que é hoje: no ano de 2018, que foi justamente quando Jair Bolsonaro venceu a eleição presidencial contra Fernando Haddad (PT).

O Ipsos fez a mesma medição a partir de outros recortes: gênero, idade, religião, escolaridade, renda familiar, classe social e tamanho do município. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Centro continuam sendo acompanhados com atenção.

Constatou-se que os homens brasileiros são mais conservadores que as mulheres (0,712 a 0,65); que os mais velhos, com 60 anos ou mais, são os mais conservadores (0,674) e os jovens de até 24 anos os mais progressistas (0,622); que as pessoas com ensino médio (0,699) tendem mais ao conservadorismo do que quem tem superior completo (0,666) ou ensino fundamental (0,665); e que os evangélicos (0,717) têm um índice mais elevado do que católicos (0,682) e praticantes de outras religiões (0,627). Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Centro nos últimos dias.

A pesquisa revela ainda que o conservadorismo atinge patamares mais elevados na medida em que a renda aumenta, chegando ao máximo entre pessoas com mais de cinco salários mínimos (0,708) e reduzindo progressivamente até chegar em quem ganha até um salário mínimo (0,655).

No recorte por cor, o Ipsos mostra que os brancos (0,682) são mais conservadores do que os pretos ou pardos (0,679) e que as pessoas de classe social A/B são mais conservadoras (0,689) do que as de classe C (0,687) e as de D/E (0,656).

Centro: Prisão perpétua e pena de morte

O apoio à prisão perpétua para crimes hediondos atingiu o seu maior índice, de 78%, igualando a marca de 2016. No ano passado, disseram-se a favor 72%.

Os favoráveis à redução da maioridade penal subiram de 65% da população para 71% – índice que ainda é menor do que o apurado em 2023, 2018 (ambos com 73%) e em 2016 (78%).

As pessoas contrárias à pena de morte, que no ano passado eram maioria, agora são minoria: 40%, enquanto que 52% são a favor. O instituto detectou empate de 41% entre quem é a favor e quem é contra o casamento entre homossexuais, e informou que a imensa maioria (74%) é contra a legalização do aborto.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Brasil deve voltar a ser 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Redação Foco Goiás