Sobre o tema envolvendo Caso Genera, além disso, uma manifestação por justiça pela morte do rapper Eugênio do Nascimento Neto, conhecido como Genera, será realizada neste sábado (24), às 16h30, na Praça Universitária, em Goiânia. Dessa forma, O músico, de 45 anos, morreu baleado durante uma abordagem da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), na noite da última quarta-feira (21), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Com isso, segundo a corporação, ele reagiu à ação policial e disparou contra os militares.
Nesse sentido, A mobilização foi divulgada pela Família Pobre Loko, grupo do qual Genera fazia parte. Portanto, A convocação pede que os participantes levem cartazes, vistam camisetas e expressem indignação com o caso. Em seguida, O trio UEE Nação Hip Hop também participará do ato. “Não foi confronto, foi execução”, diz a publicação. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Caso Genera continuam sendo acompanhados com atenção.
De acordo com as apurações, em um manifesto divulgado nas redes sociais, familiares e apoiadores destacam a trajetória do rapper como pai, filho, amigo e artista. Por outro lado, O grupo cobra transparência na apuração e questiona as circunstâncias da abordagem, incluindo as condições em que os policiais chegaram à residência e se tinham autorização legal para entrar no imóvel. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Caso Genera nos últimos dias.
Vale destacar que O texto também questiona se câmeras de segurança registraram a ação e defende a adoção de câmeras corporais nos uniformes policiais.
“Essas perguntas não são uma condenação antecipada nem uma acusação contra todos os policiais. São um pedido por investigação independente, preservação das provas e respostas claras. A vida de uma pessoa pobre, preta e periférica não pode valer menos, nem ser interrompida sob um discurso de confronto sem que cada detalhe seja esclarecido”, diz o manifesto.
Caso Genera: O que diz a Polícia Militar
Em nota divulgada um dia após a ação policial, o 2º Comando Regional da Polícia Militar (2º CRPM) informou que Genera estava sozinho durante o confronto. Segundo a corporação, não havia mulheres, incluindo esposa ou mãe, nem outros familiares no local ou no perímetro da troca de tiros.
De acordo com a versão policial, o rapper disparou contra os agentes durante a abordagem, e os militares revidaram. A corporação afirmou ter encontrado na residência uma pistola calibre 9 milímetros, dois carregadores municiados, oito peças de cocaína e porções de maconha. Segundo a PM, os entorpecentes foram avaliados em R$ 280 mil.
A CPE também informou que um Jeep Renegade estacionado na garagem havia sido denunciado por supostamente ser utilizado para vender drogas em bairros de Aparecida de Goiânia. De acordo com a corporação, Genera era investigado por possível envolvimento com o tráfico de drogas e teria ligação com uma facção criminosa do Rio de Janeiro.
Histórico judicial
Dados do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) indicam que Genera respondeu a um processo por tráfico de drogas em 2018. Na ocasião, ele foi preso em 20 de dezembro, no Setor dos Afonsos, em Aparecida de Goiânia. Segundo informações divulgadas à época, foram apreendidos entorpecentes avaliados em cerca de R$ 280 mil.
Apesar do processo, o rapper não tinha condenação nesse caso nem mandado de prisão em aberto, conforme os dados consultados. Ele também respondia a outro processo criminal em Aparecida de Goiânia, aberto em 2011, cujo conteúdo está sob sigilo.
Os organizadores da manifestação defendem que a investigação esclareça as circunstâncias da abordagem e da morte do rapper, independentemente de seu histórico judicial.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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