Caiado diz que aumento do Bolsa Família é ‘comprar voto’ e anuncia cortes no Orçamento

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, voltou a criticar nesta sexta-feira (18) o reajuste do Bolsa Família anunciado…
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Caiado criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula e voltou a apresentar propostas de ajuste fiscal durante entrevista. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
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O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, voltou a criticar nesta sexta-feira (18) o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a intenção de distribuir gratuitamente medicamentos para tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As declarações foram dadas durante entrevista ao canal da Gazeta do Povo no YouTube.
Caiado afirmou que o aumento de R$ 91 no valor mínimo do Bolsa Família, anunciado pelo governo às vésperas do primeiro turno, teria caráter populista. O benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, um reajuste de 15,04%.
“À véspera da eleição, você vê uma atitude populista como essa aí. Agora eu vou aumentar R$ 91 no Bolsa Família. Quer dizer, isso é brincar com a inteligência do brasileiro, isso é desrespeitar a inteligência do brasileiro, e achar que o cidadão, a 16 dias, pode mudar, e comprar o voto por mais R$ 90”, afirmou.
Candidato propõe limite para gastos públicos
Durante a entrevista, Caiado também voltou a apresentar propostas de ajuste fiscal para o governo federal. O candidato disse que pretende encaminhar uma emenda constitucional para estabelecer um limite para o crescimento dos gastos públicos.
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Segundo a proposta apresentada por ele, as despesas do governo federal ficariam limitadas a até 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Caiado também defendeu a revisão de isenções fiscais e dos recursos destinados a programas sociais.
A proposta de contenção de despesas já aparece entre os pontos econômicos defendidos pelo candidato em seu plano de governo, que prevê limitar o crescimento das despesas obrigatórias e revisar subsídios e benefícios tributários.
Caiado promete cortar emendas impositivas
O candidato também afirmou que pretende eliminar as emendas parlamentares impositivas e reduzir os repasses destinados aos Poderes e órgãos independentes.
“Vou cortar 100% das emendas impositivas e vou cortar 25% do repasse do duodécimo aos Poderes e órgãos independentes da República”, declarou.
A proposta de corte das emendas impositivas e de redução dos repasses já havia sido apresentada por Caiado em entrevista realizada no início de setembro. Na ocasião, ele também mencionou a revisão de incentivos e isenções fiscais.
Críticas ao Bolsa Família já haviam sido feitas
Esta não foi a primeira vez nesta semana que Caiado criticou o reajuste do programa social. Na quarta-feira (16), em entrevista ao Jornal da Record, da TV Record, ele havia questionado os anúncios de novas despesas do governo federal.
“Essas medidas agora, de reta final, aí. Estou vendo o Lula prometer canetinha de emagrecimento, aumentar o Bolsa Família. Tudo certo, mas não com essa aparência de populismo”, afirmou na ocasião.
O reajuste do Bolsa Família foi anunciado pelo governo na quinta-feira (17), a 17 dias do primeiro turno. O aumento eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e, segundo estimativas divulgadas pelo governo, terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026.
A medida também passou a ser alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator de uma representação apresentada contra o reajuste.
