Além disso, jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber o senador Rogério Marinho (PL-RN) na próxima semana. Dessa forma, A solicitação foi protocolada nesta quinta-feira (29), poucas horas depois da visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente, em Brasília.
Com isso, A defesa sugeriu que o encontro com Marinho ocorra na terça-feira (3), na quarta-feira (4) ou na quinta-feira (5) de novembro. Nesse sentido, O horário ficará a critério de Moraes. Portanto, O pedido prevê que o senador vá à residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
A sequência de encontros ocorre em meio à turbulência provocada pela viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, após a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A saída do senador surpreendeu integrantes do próprio partido e abriu uma discussão sobre os rumos da oposição.
Contexto e detalhes sobre Rogério Marinho
Nesta quinta-feira, depois de visitar Bolsonaro, Valdemar afirmou que não gostou da carta divulgada por Flávio nos Estados Unidos. No texto, o senador se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e, depois, alterou a formulação para se definir como “líder do Brasil”. Valdemar também disse que o documento não havia sido aprovado pelo partido.
O episódio expôs divergências na condução política do grupo. Antes da viagem, Flávio era apontado como uma das principales apostas do PL para liderar a oposição a partir de 2027. Agora, a cúpula da legenda precisa lidar com a repercussão da saída do senador e com as dúvidas sobre como será organizada a atuação do partido.
Marinho, líder da oposição no Senado, participou da articulação da campanha presidencial de Flávio. A conversa solicitada com Bolsonaro ocorre, portanto, num momento em que o partido busca definir sua estratégia depois da derrota eleitoral. A petição, porém, não informa quais assuntos serão tratados no encontro.
O pedido ainda depende de decisão de Moraes. Como Bolsonaro está submetido a restrições judiciais, visitas de caráter político precisam de autorização do ministro.
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