Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Araújo Jorge – Hospital de Câncer

Araújo Jorge: funcionários exigem reajuste que deveria ter sido dado em janeiro, mas hospital impõe condição

Araújo Jorge: funcionários exigem reajuste que deveria ter sido dado em janeiro, mas hospital impõe condição

Funcionários do hospital Araújo Jorge, em Goiânia, lutam para que seja incluído no salário deles um reajuste de 4% que deveria ter sido dado em janeiro de 2026, mas que até hoje não entrou no contracheque. Além disso, O problema é que a diretoria do hospital deseja restringir o universo de colaboradores que recebem o adicional de insalubridade, e diz que só vai liberar o reajuste depois que esse ponto for resolvido.

Dessa forma, em entrevista, o diretor executivo do hospital, Kleber Rosa, afirmou que não há resistência da direção ao reajuste salarial. Com isso, segundo ele, o impasse está relacionado às regras para o pagamento do adicional de insalubridade, que a instituição pretende pagar apenas aos funcionários que efetivamente enfrentam riscos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Araújo Jorge continuam sendo acompanhados com atenção.

“Eu não tenho oposição alguma ao reajuste. Nesse sentido, O percentual já está ajustado, está tudo certo. Portanto, O que eu não estou concordando é em pagar a insalubridade para colaborador que não tem direito à insalubridade”, declarou. De acordo com o diretor, o pagamento do reajuste depende da assinatura do acordo coletivo e poderá ser incluído já na folha seguinte após a definição.

Araújo Jorge: Impasse sobre adicional de insalubridade

Segundo os funcionários, existe a preocupação de que o adicional de insalubridade seja retirado dos trabalhadores administrativos a partir de dezembro. Uma funcionária, que pediu para não ser identificada, relatou que as negociações entre o sindicato e a direção ainda não chegaram a um consenso.

Os trabalhadores afirmam que o contato com pacientes ocorre em diferentes prédios do hospital, inclusive em unidades onde são realizadas atividades administrativas. Eles argumentam que a divisão entre setores administrativos e assistenciais não significa, necessariamente, ausência de exposição que pode oferecer riscos à saúde.

Kleber Rosa afirmou que a proposta da direção é estabelecer o pagamento do adicional conforme laudos técnicos que identifiquem a exposição dos trabalhadores a agentes insalubres e o grau de risco de cada atividade. Segundo ele, a instituição não pretende retirar o benefício de quem tem direito, mas deixar de pagá-lo a funcionários que não estão expostos a condições insalubres.

O diretor citou ainda dificuldades financeiras enfrentadas pelo hospital. Segundo ele, a instituição encerrou o ano passado com um resultado negativo de R$ 12,5 milhões e depende de recursos públicos para cumprir seus compromissos.

Reajuste de 4%

Sobre o reajuste salarial, Kleber afirmou que o percentual de 4% está acertado e que a direção aceita realizar o pagamento retroativo de uma só vez ou dividir o valor em três parcelas para evitar incidência maior de Imposto de Renda.

Apesar disso, o aumento ainda depende da assinatura do acordo coletivo, que permanece pendente devido à divergência sobre o adicional de insalubridade. O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde foi procurado, mas não se pronunciou até o fechamento da reportagem.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás