Sábado, 10 de outubro de 2026
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Anvisa libera testes em humanos de vacina brasileira contra malária

Anvisa libera testes em humanos de vacina brasileira contra malária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para que a Vivaxin (vacina brasileira desenvolvida com tecnologia 100% nacional) seja testada em humanos. Além disso, O imunizante tem como alvo a malária provocada pelo Plasmodium vivax e foi criado pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conforme informou o Ministério da Saúde.

Dessa forma, O avanço é relevante porque as vacinas contra malária disponíveis hoje foram criadas para combater o Plasmodium falciparum, cepa predominante na África. Com isso, O Plasmodium vivax, mais comum no Brasil, não é alvo desses imunizantes. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a vacina brasileira continuam sendo acompanhados com atenção.

Vacina brasileira: Quem vai participar dos testes

A pesquisa, classificada como fase I, terá 48 voluntários (todos entre 18 e 59 anos) e medirá tanto a segurança do imunizante quanto a resposta imunológica gerada por ele. Cada participante será monitorado por um período de 360 dias.

O Ministério da Saúde prevê um incentivo de R$ 12 milhões para cobrir os ensaios clínicos das fases I, II e III.

O peso da doença no Brasil

O Ministério da Saúde registrou 118.037 casos de malária no Brasil em 2025. A doença se concentra sobretudo na Amazônia Legal, região formada por 9 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Fora dessa região, os casos são poucos, mas o risco é maior. Conforme o Ministério da Saúde, “na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois a letalidade nesta região é maior que na região amazônica”.

A doença é transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles. O Ministério da Saúde esclarece que “não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa”.

Por que a vacina importa

O órgão também destaca que a imunidade contra a malária nunca é total. Segundo o Ministério da Saúde, “indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade esterilizante, que confere total proteção clínica, até hoje não foi observada”.

Para o Ministério da Saúde, o avanço da Vivaxin “representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional”.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás