Alvo de operação contra o PCC, Milton Leite disputou vice-presidência do Corinthians
Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo procurado pela polícia no âmbito de uma operação contra o PCC (Primeiro Comando da Capital), tem elo com o futebol. Torcedor do Corinthians, o ex-vereador filiado ao União Brasil se candidatou na chapa de André Negão, aliado de Andrés Sanchez, na eleição do clube em 2023.
A candidatura contava com o suporte do bloco Renovação e Transparência, movimento encabeçado por Sanchez que ocupava a presidência do Corinthians havia 16 anos. A chapa de André Negão, com Milton Leite como primeiro vice-presidente, perdeu para a de Augusto Melo, que ficou no cargo durante menos de dois anos e foi destituído em agosto de 2025.
Mesmo derrotado da eleição corintiana, Milton Leite continuou presente na política do clube. O ex-vereador ajudou a viabilizar a reforma do ônibus clássico Mosqueteiro I, de 1972, entregue em novembro de 2024. Na cerimônia, posou com André Negão, Augusto Melo e Osmar Stabile, primeiro vice de Melo, que assimiu a presidência após o impeachment.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decretou, na última quinta-feira (17/09), a prisão temporária pelo prazo de 30 dias de Milton Leite e mais 12 investigados. O ex-vereador é suspeito de envolvimento com o PCC na rede de transporte coletivo da capital paulista.
A polícia não localizou Milton em sua residência, e ele passou a ser considerado foragido. O político, em nota, negou a tentativa de fuga e declarou que, por estar em viagem, se entregaria em 24 horas. O prazo estipulado por ele venceu nesta sexta-feira (18/09).
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