Lula em Montes Claros: Soberania, domínio do Senado e descolamento de Aécio Neves marcam discurso

Lula refutou o chamado voto “Marécio”, do eleitor que vai optar por Marília Campos (PT) e Aécio Neves (PSDB) nas vagas ao Senado (Ricardo Stuckert/Divulgação)

Além disso, em agenda por Montes Claros, no Norte de Minas, nesta quinta-feira (17/09), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou comparações com o principal adversário, o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

Dessa forma, lula minimizou a candidatura do opositor, declarando que ele “não é ninguém”, no dia em que Flávio conquistou mais um ponto percentual nas pesquisas de intenção de voto, o que os coloca tecnicamente empatados em primeiro e segundo turno. Com isso, A nova pesquisa Datafolha indica que Lula segue com 39% no 1° turno, enquanto Flávio passou de 35% para 36%. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Montes Claros continuam sendo acompanhados com atenção.

Nesse sentido, O petista pediu que eventuais paralelos sejam traçados com o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O pai dele que governou quatro anos. Portanto, eu quero me comparar com o pai dele que tentou dar o golpe dia 8 de janeiro. Em seguida, O pai dele que tramou a minha morte e a morte do Alckmin e a morte do Presidente do Tribunal Eleitoral”, disse.

Montes Claros: “Não vamos dar colher de chá para a extrema direita nesse país”

O apelo de Lula não se restringiu ao pedido de reeleição. O presidente também pediu aos eleitores para dedicarem todos os votos à chapa petista, a pretexto de afastar a extrema direita. “Não vamos dar colher de chá para a extrema direita nesse país. Uma direita fascista que fica pedindo para que o Trump intervenha no Brasil. E o Trump sabe que não pode se meter na nossa eleição, porque esse país não é governado por qualquer um”, declarou.

A declaração surge meses após vir à tona uma carta enviada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio a Flávio Bolsonaro, revelando que o parlamentar brasileiro se comprometeu a colocar uma eventual “equipe de transição” à disposição da Casa Branca, se eleito em outubro.

Sem Marécio

Lula refutou o chamado voto “Marécio”, do eleitor que vai optar por Marília Campos (PT) e Aécio Neves (PSDB) nas vagas ao Senado.

“Eu pensei que eu era amigo do Aécio, mas todos os programas que nós fizemos, ele não colocava o nome do governo federal. E quando candidato a presidente, eu nunca vi um homem ofender tanto uma mulher como ele ofendeu a companheira Dilma Rousseff durante a campanha. Não tem essa de fazer dobradinha entre Marília e Áurea, com Aécio ou outro candidato qualquer. Eu preciso de ajuda no Senado. Quem votar na Marília, vota na Áurea”, disparou.

Esta é a terceira visita do presidente Lula a Minas Gerais, na atual campanha de reeleição. Na agenda o presidente mesclou o comício com compromissos de governo.

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