Rio destina 10,3% do orçamento às polícias e tem 2º maior gasto do país
O Rio de Janeiro é um dos estados que mais gasta com serviços de polícia em relação a outras áreas de investimento público. Os custos com Educação, Energia, Saneamento e Trabalho, somados, não alcançam os mais de R$ 11 bilhões alocados na segurança. As áreas citadas têm despesas calculadas em R$ 10 bilhões e 900 milhões. Os dados fazem parte de um estudo do centro de pesquisa JUSTA, que analisou orçamentos das forças policiais, sistema prisional e políticas para egressos nas 26 unidades federativas do Brasil em 2025.
Ainda segundo o JUSTA, o Rio destinou 10,3% do orçamento total às polícias, o que dá ao estado a segunda colocação no ranking levantado na pesquisa, atrás apenas de Minas Gerais, que empregou 10,6% do orçamento proporcional na segurança, o equivalente R$ 12,4 bilhões. Em valores absolutos, São Paulo lidera os gastos, estimados em mais de 18 bilhões – Minas e Rio de Janeiro compõem o top-3.
Se detalhados os custos por corporação, o Rio de Janeiro aplica 8,5 bi na Polícia Militar; 2,5 bi, na Polícia Civil; e apenas 40 milhões, na polícia técnico-científica. Nas ruas, o efeito é sentido de forma positiva e negativa. Dados do Instituto de Segurança Pública mostram que 2025 registrou aumento de 13% em relação a 2024 nas mortes por intervenção policial. Os óbitos de agentes das forças policiais também cresceram 37%. Os números foram puxados pela megaoperação nos Complexos da Penha e Alemão.
As mortes violentas, que incluem homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, roubo seguido de morte e também as mortes decorrentes de intervenção policial, também cresceram 2% na comparação ano.
Já em relação aos crimes contra o patrimônio, os roubos de veículos apresentaram queda de 18%. Roubos de carga, 9%, assim como os roubos de rua, com baixa de 2,7%.
O ano de 2025 ainda registrou apreensão recorde de fuzis: 920 armas foram apreendidas, alta de quase 26% em relação a 2024 e o maior número de apreensões já registrado desde o início da série histórica, em 2007.
