“Conexões Produtivas” reúne lideranças do setor empresarial para discutir desenvolvimento industrial de Goiás

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a ApexBrasil realizam nesta quinta-feira (17), na sede da Federação das Indústrias do Estado…
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Encontro contou com a presença do ministro do MDIC, representantes do setor produtivo, entidades e autoridades locais. Foto: Mel Castro/DG
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A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a ApexBrasil realizam nesta quinta-feira (17), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, em Goiânia (GO), mais uma edição do Conexões Produtivas. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, entidades empresariais e instituições públicas para discutir desafios e oportunidades para a indústria, com foco em competitividade, inserção internacional e desenvolvimento industrial em Goiás.
Entre os temas dos painéis do encontro estão acordos comerciais e oportunidades para empresas goianas, os impactos da Nova Indústria Brasil em Goiás, a difusão de tecnologias para a competitividade do país e soluções do BNDES para o financiamento do comércio exterior. Destaque no cenário industrial nacional em diversas áreas, como a transição energética, minerais críticos e terras raras, e polo de desenvolvimento e aprimoramento de Inteligência Artificial, Goiás é um dos protagonistas na discussão.
Goiás no centro
O presidente da Fieg, André Rocha, ressaltou que Goiás está no centro do debate sobre o desenvolvimento industrial e expansão no comércio exterior, sendo forte em diversos setores econômicos. “Goiás se destaca na discussão da transição energética, nós temos a questão dos minerais críticos, temos a única mina em operação em produção de minerais críticos fora da China, nós temos um dos maiores centros de inteligência artificial do país. Temos também biocombustíveis, temos energia limpa e renovável”, elencou.
Segundo ele, “Goiás é uma terra de oportunidades”. “Não só para receber investimentos, por exemplo, em data centers, entre outros, mas também com bons produtos para serem exportados. Tanto produtos com base no agro – nós temos uma agroindústria muito forte aqui em Goiás – quanto no setor de mineração, mas, em outros setores que se destacam”, reforçou André.
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Reforço das alternativas contra o tarifaço
Esta semana, o Governo Federal sancionou medidas de incentivo tecnológico e inovação ligadas à transformação digital e infraestrutura, que incluem dois marcos legais e regulatórios e duas medidas disruptivas para a indústria do futuro, a chamada Indústria 4.0. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, ressaltou a importância de colocar Goiás a par deste cenário.
“Vamos discutir junto com o setor empresarial a Indústria 4.0, a indústria do futuro. E Goiás está na vanguarda dessa nova indústria, na percepção do governo federal. E é por isso que nós estamos aqui”, disse o ministro.
O ministro reforçou a enorme oportunidade de expansão do comércio exterior, a partir da entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, em maio deste ano. “Estamos assistindo a um aumento gradativo das exportações, de maio para cá, para a União Europeia. Tivemos um aumento de 40% em agosto deste ano nas exportações para a União Europeia. E Goiás se destaca, evidentemente, seja porque exporta soja, porque exporta carnes, mas também porque tem muitas outras riquezas, como é o caso das terras raras e dos minerais críticos”, salientou Márcio Elias.
Em palestra, nesta quinta, Márcio Elias Rosa discutiu também o tema “Do Tarifaço às Novas Oportunidades: a Estratégia do Brasil para Expandir Mercados e Fortalecer a Indústria”. Segundo o ministro, motivado pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, o Brasil busca meios de diversificar o comércio exterior, de modo a firmar parceria com outros países. “Nós tivemos um decréscimo nas exportações e importações dos Estados Unidos, é uma pena, mas essa foi inteiramente compensada com outros destinos”, disse.
“É possível diversificar. Hoje, a China já é o grande destino das nossas exportações, 47% que nós exportamos aqui de Goiás vai para a China. Para os Estados Unidos é perto de 6,9%. Agora, não é fácil fazer a substituição, é um trabalho longo, por isso a Apex ( ApexBrasil) vem desenvolvendo um trabalho muito importante de apoio ao setor empresarial, você não troca o destino facilmente”, explicou Márcio.
Medidas implementadas
Além dessa aproximação de outros mercados, para a diversificação, o governo federal adotou outras medidas: a implementação de programas de incentivo e a defesa da soberania nacional, com a Lei da Reciprocidade, ainda em andamento.
Entre os programas está o Brasil Soberano, que concede linhas de crédito para aquelas empresas que exportam para os Estados Unidos e vem sofrendo impacto. “Temos bons números. Pelo menos de 500 empresas monitoradas, todas mantiveram o mesmo nível de emprego. 300 aumentaram em 0,4% o nível de emprego, ou seja, conseguimos manter a atividade dessas empresas”, detalhou o ministro.
“São três linhas muito claras que o governo federal definiu para defender os interesses do povo brasileiro. Diversificar mercados, buscar atender as empresas afetadas, e jamais sair da mesa de negociação, e nela ficar com absoluta altivez, porque o Brasil não é colônia de ninguém”, ressaltou o representante do MDIC.
Ao longo da manhã, o Conexões Produtivas ainda debateu assuntos como: Acordos comerciais e oportunidades para empresas goianas; Goiás no cenário da nova Indústria Brasil; o papel da difusão de tecnologias para a competitividade do país; soluções do BNDES para o financiamento do comércio exterior; e as Oportunidades do Acordo Mercosul–União Europeia para Goiás. O encontro contou com a participação do presidente da ABDI, Olavo Noleto, e de representantes do MDIC, da ApexBrasil, do BNDES e da FIEG.
