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12 anos após crime, Justiça determina perda do cargo de PM ligado a grupo de extermínio

12 anos após crime, Justiça determina perda do cargo de PM ligado a grupo de extermínio

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Dessa forma, A Justiça de Goiás determinou que o policial militar Thiago Marcelino Machado deixe o cargo público que ocupa. Com isso, ele foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão pela morte de Guilherme Vieira Camilo, em Anápolis, em 2014. Nesse sentido, O crime foi investigado na Operação Malavita, que apurou a atuação de policiais suspeitos de integrar um grupo de extermínio. A decisão sobre a saída da Polícia Militar foi tomada cerca de 12 anos depois do homicídio, mas ainda pode ser contestada.

A decisão para que ele deixe a Polícia Militar veio depois que o Ministério Público apontou que a sentença anterior não havia tratado sobre a permanência dele no cargo. Ao analisar o pedido, o juiz Marcelo Alves Gomes entendeu que era necessário determinar também a saída do policial da corporação. Para o magistrado, a gravidade do crime e a maneira como ele aconteceu não combinam com o trabalho de um policial militar.

Thiago foi condenado pelo Tribunal do Júri pela morte de Guilherme, que foi cercado por homens armados e baleado em frente à uma pizzaria do bairro Boa Vista, em Anápolis, em 23 de outubro de 2014.

Segundo as provas analisadas no processo, Thiago e outros policiais eram apontados como integrantes de um grupo que buscava controlar atividades ligadas ao tráfico de drogas em Anápolis. A acusação também apontou que pessoas que não obedecessem as ordens do grupo poderiam ser mortas.

No caso de Guilherme, a acusação sustentou que ele havia sido marcado para morrer por uma suposta ligação com o tráfico de drogas.

Crime Justiça: Grupo de extermínio

O caso fez parte da Operação Malavita, realizada em 2014 pelo Ministério Público de Goiás com apoio das polícias

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