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Setor Marista ganha novo espaço de convivência e cultura em Goiânia

Setor Marista ganha novo espaço de convivência e cultura em Goiânia

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Além disso, uma área de cerca de 1,5 mil m² que era marcada pelo descarte irregular de lixo, problemas de esgoto, circulação de veículos e falta de iluminação será transformada em um espaço de convivência no Setor Marista, em Goiânia. Dessa forma, O espaço que fica localizado na rua 36 com Rua 9 tem inauguração prevista para este sábado (12) e domingo (13).

Com isso, O projeto, chamado Viela 36, foi idealizado pela médica e empresária Larissa Oliveira e recebeu investimento superior a R$ 2 milhões. Nesse sentido, A iniciativa é privada e integra o Programa Adote Uma Praça, da Prefeitura de Goiânia. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Setor Marista continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, A proposta é reorganizar a área, que funcionava principalmente como passagem e acesso para operações de carga e descarga, para criar espaços destinados à circulação de pedestres, permanência, arte, paisagismo e atividades educativas. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Setor Marista nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre Setor Marista

“Eu comecei pensando no entorno da clínica, porque não fazia sentido falar de saúde e bem-estar tendo ao lado um espaço completamente desconectado dessa proposta. Em seguida, mas percebi que a questão era muito maior. De acordo com as apurações, dentro da minha própria casa, vendo meus filhos cada vez mais conectados à internet, comecei a pensar sobre toda uma geração. Por outro lado, A Viela nasce também desse questionamento: como podemos criar experiências que estimulem as pessoas a pensar, sentir, se relacionar, aprender e participar mais ativamente do mundo à sua volta?”, afirma Larissa Oliveira. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Setor Marista devem surgir em breve.

Vale destacar que segundo a organização, a ideia surgiu inicialmente a partir da implantação de uma clínica de dermatologia, saúde e qualidade de vida no local. Sendo assim, A observação das condições do entorno levou à ampliação da proposta para uma intervenção urbana.

“A Viela 36 nasceu de uma inquietação. Além disso, estávamos concebendo um espaço voltado ao cuidado das pessoas e à qualidade de vida, enquanto, ao lado, havia uma realidade completamente oposta, com lixo, esgoto, carros e insegurança. Dessa forma, foi impossível não olhar para aquilo. Com isso, entendi que cuidar também significava olhar para fora e pensar no ambiente que compartilhamos com a cidade”, afirma Larissa.

Foto: Divulgação

Nesse sentido, O projeto arquitetônico é assinado por Bruno Veras, do escritório Costa Veras Arquitetura, enquanto o desenho urbano e paisagístico é de Gui Mesquita, do escritório Gui Mesquita Arquitetura e Paisagismo.

Portanto, A intervenção prevê a substituição do asfalto por piso intertravado, além da instalação de canteiros, bancos, iluminação, vegetação e áreas de permanência. Em seguida, O desenho segue o conceito holandês de woonerf, conhecido como “rua viva”, no qual pedestres, ciclistas e veículos compartilham a via, com prioridade para as pessoas.

“A proposta é fazer com que a via deixe de ter uma função exclusivamente de passagem e passe a funcionar também como lugar de permanência e convivência. De acordo com as apurações, O desenho urbano ajuda a reduzir naturalmente a velocidade dos veículos, elimina barreiras e incorpora vegetação, mobiliário e áreas de estar ao percurso”, explica Gui Mesquita.

As referências usadas no projeto incluem experiências urbanas de Delft e Amsterdã, na Holanda, além de Tóquio, Londres e Pontevedra. Segundo os responsáveis, os elementos foram adaptados às características de Goiânia e do Setor Marista.

A área também terá 46 árvores do Cerrado e jardins distribuídos ao longo do percurso. O paisagismo será associado ao piso drenante e ao aumento das áreas permeáveis.

“A viela deixa de ser um espaço escondido e passa a ser uma vitrine: arborizada, iluminada, humanizada e com o pedestre em evidência. Essa transformação fomenta o comércio, melhora a qualidade urbana e contribui para a valorização imobiliária de todo o entorno, beneficiando também a vizinhança”, afirma Bruno Veras.

A intervenção também pretende reduzir a circulação de veículos no local, com impacto sobre emissão de CO₂ e poluição sonora.

“A presença de piso drenante, vegetação e áreas de sombra também contribui para amenizar as ilhas de calor, um problema muito presente nas cidades. Todo esse conjunto ajuda a tornar o ambiente mais fresco, agradável e sustentável”, explica.

Arte e história de Goiás

A arte será integrada ao percurso do espaço. Estão previstas obras de Cléa Costa, Renato Griffith, Samuel Caixeta, Luís Olinto e Maicon Soares.

Entre elas está a escultura “Gratidão”, de Cléa Costa, feita em ferro e com aproximadamente 280 quilos. A artista morou durante décadas na Rua 36 e doou a obra para o projeto.

“A arte tem a capacidade de nos tirar do automático. Queremos que as pessoas observem, façam perguntas, conheçam quem está por trás de cada trabalho e estabeleçam relações entre aquelas obras e suas próprias histórias”, diz Larissa.

Imagem – Divulgação

Um painel de Luís Olinto também fará parte do espaço. A obra apresenta uma narrativa sobre a formação histórica e cultural de Goiás, com referências à ocupação do Centro-Oeste, aos carros de boi, à Cidade de Goiás, a Pedro Ludovico Teixeira, à construção de Goiânia e ao patrimônio Art Déco.

Cora Coralina, Belkiss Carneiro de Mendonça e Antônio Poteiro também aparecem na narrativa.

Atividades educativas

O espaço terá um percurso educativo voltado principalmente para crianças e adolescentes de 8 a 16 anos. As visitas escolares terão duração média de duas horas e serão acompanhadas por professores mediadores.

A proposta é dividir o percurso em três estações: Dons ou Talentos; Capacitação, Movimento e Relacionamento; e Entrega. Os estudantes poderão conhecer as obras, a história do local e os artistas, além de participar de atividades práticas.

“A Viela 36 foi pensada como um ambiente vivo de aprendizagem. A proposta é fazer com que crianças e adolescentes não apenas observem a arte e conheçam a história daquele espaço, mas sejam estimulados a reconhecer seus talentos, desenvolver capacidades, aprender com o outro e compreender que também podem participar da transformação da sociedade.

Partimos das raízes para pensar o futuro, mas mostrando que essa construção acontece agora, por meio das escolhas, das relações e das ações de cada um”, explica Mariana.

O percurso poderá incluir diário de bordo, storytelling, QR Codes e atividades de marcenaria, jardinagem, pintura e escultura.

A proposta também prevê relação com competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como conhecimento, pensamento crítico e criativo, comunicação, repertório cultural, autoconhecimento, empatia, cooperação, responsabilidade e cidadania.

“Inteligência artificial e outros recursos tecnológicos podem ampliar o conhecimento, mas não substituem presença, escuta, diálogo e convivência. Queremos mostrar que a aprendizagem também acontece com o corpo em movimento, com os sentidos, com a curiosidade, com o fazer e com a interação com o mundo real”, destaca Mariana.

Comércio e serviços

Além das áreas de convivência e das atividades educativas, o projeto terá pontos comerciais e de serviços.

Entre eles estão a clínica dermatológica Souty Health, a sorveteria libanesa Bachir, a primeira unidade do Arabito em Goiânia, especializada em shawarma, além da Tecnótica e das Óticas Motta.

Segundo o projeto, a implantação deverá gerar 220 postos de trabalho diretos e indiretos.

A presença de comércio, gastronomia e serviços foi planejada para ampliar a ocupação do espaço ao longo do dia.

Arborização

A vegetação é outro elemento da intervenção. Ao todo, 46 árvores do Cerrado foram incorporadas ao paisagismo, além de jardins distribuídos pelo percurso.

“Cada árvore representa uma escolha sobre o espaço urbano que queremos construir. Além da sombra e do conforto, trazer espécies do Cerrado é uma maneira de valorizar aquilo que é nosso e recuperar um pouco da relação das pessoas com a natureza em uma região cada vez mais verticalizada”, afirma Larissa Oliveira.

ANOTA AÍ
Inauguração da Viela 36
Data
: 12 e 13 de setembro
Local: Setor Marista – Goiânia (GO)
Endereço: Rua 36 com Rua 9, Setor Marista

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Viela 36

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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