Domingo, 8 de novembro de 2026
Brasileirão Série B

‘Quando não tem dinheiro, é difícil’: presidente do Goiás admite não ter prazo para pagar salários atrasados

‘Quando não tem dinheiro, é difícil’: presidente do Goiás admite não ter prazo para pagar salários atrasados

Sobre o tema envolvendo dinheiro é difícil, além disso, O presidente interino do Goiás Esporte Clube, Munir Calixto Júnior, admitiu que não tem previsão para pagar os salários atrasados de jogadores e funcionários. Dessa forma, A declaração ocorre em meio à paralisação de treinamentos, protestos de torcedores e à tentativa de obter um empréstimo de R$ 11,4 milhões. Com isso, A equipe recebe a Ponte Preta neste domingo (8), às 19h15, na Serrinha, em Goiânia, em uma partida decisiva para suas pretensões de acesso à Série A.

“É difícil. Nesse sentido, quando você não tem dinheiro, é difícil”, afirmou Munir, em entrevista ao jornal O Popular. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a dinheiro é difícil continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, segundo o dirigente, o clube já entregou a documentação exigida pelo banco para contratar o financiamento, incluindo uma nota promissória, mas ainda aguarda uma resposta sobre a liberação dos recursos. Em seguida, A operação é considerada necessária pela diretoria para reduzir as pendências com atletas e funcionários. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de dinheiro é difícil nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre dinheiro é difícil

De acordo com as apurações, O elenco acumula três meses de salários registrados em carteira e três parcelas de direitos de imagem em atraso. Por outro lado, os débitos devem completar quatro meses nesta segunda-feira (9). Vale destacar que O Goiás também deve sete premiações por resultados, conhecidas como “bichos”, de R$ 155 mil cada, totalizando R$ 1,085 milhão.

Sendo assim, os funcionários de outros setores do clube também foram atingidos pela crise. Além disso, os atrasos chegaram a um mês de salário e devem completar dois meses na segunda-feira.

Embora não tenha apresentado uma data para os pagamentos, Munir afirmou que a administração dispõe de garantias para quitar os valores devidos ao elenco até o encerramento do ano. A perspectiva, porém, não atende à cobrança dos jogadores, que querem receber antes do fim da temporada.

Principais pontos e impactos da decisão

Dessa forma, A insatisfação levou os atletas a interromper as atividades na quinta-feira (5). Com isso, O grupo não participou do treinamento previsto para aquela manhã, quando representantes da torcida organizada Força Jovem Goiás também estiveram na Serrinha para cobrar providências.

Nesse sentido, durante uma reunião, jogadores e torcedores conversaram com Munir Calixto e outros integrantes da diretoria. Nenhuma data de pagamento foi anunciada.

O elenco retomou os treinamentos na sexta-feira (6), com atividades físicas e técnicas no Estádio Hailé Pinheiro.

O que dizem as partes envolvidas

Os problemas financeiros já haviam provocado manifestações dos atletas em setembro. Na ocasião, jogadores e comissão técnica deixaram de conceder entrevistas depois de uma vitória sobre o Avaí. No dia seguinte, divulgaram uma carta aberta cobrando o cumprimento dos compromissos financeiros assumidos pelo clube.

Após a vitória por 2 a 1 sobre o CRB, na segunda-feira (2), o técnico Mozart voltou a falar publicamente sobre os atrasos.

“Nós estamos há quase quatro meses sem receber salário. Isso mostra o tamanho do feito que esses caras estão realizando”, declarou.

A crise também teria comprometido o fornecimento de produtos básicos ao centro de treinamento do Goiás. Depois da reunião com a diretoria, o presidente da Força Jovem, Iron Kioma, afirmou que faltavam alimentos e fornecedores para atender à rotina de jogadores e funcionários.

“Está faltando coisa básica, uma manteiga, um distribuidor de pão, um fornecedor. O clube hoje está literalmente às traças”, afirmou.

Segundo o representante da torcida, a diretoria não apresentou uma solução concreta para os atrasos. Os torcedores concentraram as cobranças na administração e manifestaram apoio aos jogadores.

O Goiás acumula problemas financeiros desde o início da temporada. O balanço de 2025 registrou déficit de R$ 98,1 milhões e endividamento próximo de R$ 114 milhões. A situação continuou em 2026. Os balancetes divulgados pelo clube apontam déficit acumulado superior a R$ 21 milhões entre janeiro e setembro.

Em setembro, o Goiás anunciou uma operação de crédito de R$ 21 milhões, com o Centro de Treinamento Coimbra Bueno, em Aparecida de Goiânia, apresentado como garantia. A iniciativa não resultou na regularização integral dos compromissos financeiros.

Fora de campo, o Goiás enfrenta uma de suas maiores crises financeiras recentes. Dentro dele, a equipe segue na disputa por uma vaga nos playoffs de acesso à Série A. O time comandado por Mozart ocupa a sétima colocação da Série B, com 55 pontos, e chega à penúltima rodada depois de cinco jogos sem derrota, sendo quatro vitórias e um empate.

Neste domingo, o Goiás enfrenta a Ponte Preta, às 19h15, na Serrinha, pela 37ª rodada. O adversário já está rebaixado, enquanto o clube goiano precisa vencer e acompanhar os resultados dos concorrentes diretos para tentar entrar no G-6. Na última rodada da primeira fase, marcada para sábado (14), o Goiás enfrentará o Sport, fora de casa.

Até a manhã deste domingo, não havia confirmação de que o empréstimo de R$ 11,4 milhões tivesse sido liberado nem de que a diretoria houvesse estabelecido um calendário para quitar os salários atrasados.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás