Domingo, 8 de novembro de 2026
Abuso sexual

Pastor de Goiânia exigiu sexo oral de secretárias por 10 anos, mandou elas cuidarem dos filhos dele e não pagou salário

Pastor de Goiânia exigiu sexo oral de secretárias por 10 anos, mandou elas cuidarem dos filhos dele e não pagou salário

Além disso, uma sala térrea, com mesa oval, cadeiras acolchoadas, um mapa na parede e um banheiro. Dessa forma, esse é um dos ambientes onde um pastor da Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia, teria cometido abusos sexuais contra mulheres que trabalhavam como suas secretárias. Com isso, antes dos encontros, segundo os relatos, ele exigia que desligassem os celulares. Nesse sentido, uma das denunciantes afirmou que era obrigada a utilizar o banheiro depois de praticar sexo oral no religioso. Portanto, as novas acusações foram apresentadas ao Mais Goiás por uma pessoa próxima a quatro mulheres que afirmam ter sido vítimas do pastor.

Em conversa com a reportagem, a fonte descreveu um sistema de trabalho não remunerado e submissão à autoridade religiosa que teria funcionado durante aproximadamente dez anos. As mulheres exerciam atividades administrativas no departamento de jovens da igreja, mas também eram encarregadas de cuidar da casa, dos filhos e da fazenda do pastor.

Segundo os relatos, os episódios de violência sexual ocorreram tanto nas dependências da igreja, quanto na residência do religioso. A sala utilizada pelo pastor ficava em um templo menor da instituição, na Vila Paraíso, em Goiânia.

Contexto e detalhes sobre sexo oral

As denunciantes afirmam que eram coagidas a praticar sexo oral e outros atos sexuais. O abuso sexual vinha acompanhado de justificativas religiosas e de manipulação psicológica, utilizando a coação e o medo para manter a submissão das vítimas, que não recebiam nenhum tipo de remuneração salarial e eram impedidas de manter outros empregos ou estudos.

A interferência na vida pessoal das mulheres também incluía exigências sobre o modo de vestir, a aparência física, restrições a relacionamentos e controle rígido sobre suas rotinas e viagens. Além disso, o departamento de jovens gerenciava redes que tinham metas de arrecadação financeira para presentear o pastor e sua família.

A Assembleia de Deus Ministério Fama confirmou o afastamento do pastor de todas as funções eclesiásticas, incluindo a liderança do departamento de jovens, e informou que acompanha o caso de perto. O caso também ganhou repercussão após denúncias públicas feitas por outras vítimas nas redes sociais.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás