Sábado, 7 de novembro de 2026
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“A gente grita dizendo que ama”: como Feito Pipa retrata a intensidade e a acidez no afeto entre avó e neto

“A gente grita dizendo que ama”: como Feito Pipa retrata a intensidade e a acidez no afeto entre avó e neto

Sobre o tema envolvendo gente grita, além disso, em Feito Pipa, longa já em cartaz nos cinemas brasileiros e selecionado para representar o Brasil na corrida ao Oscar 2027, uma relação de amor incondicional entre avó e neto está no centro da narrativa. Dessa forma, mas, por mais natural que seja esse afeto entre dois membros de uma mesma família, o filme de Allan Deberton traz um olhar particularmente diferenciado para o que existe entre essas duas pessoas.

Com isso, aqui, a diferença de idade entre Gugu (Yuri Gomes) e Dilma (Teca Pereira) representa tanto uma relação de cuidado como algo a mais entre eles; os dois são verdadeiramente amigos, com direito a troca de confidências e broncas que vão de um lado para outro com a maior naturalidade do mundo. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a gente grita continuam sendo acompanhados com atenção.

Nesse sentido, isso porque Dilma não se comporta como se espera para alguém de sua idade, o que é um dos grandes acertos do filme. Portanto, ela tiene um paquera, sai para dançar forró com ele e até envia fotos sensuais, as nudes, sem qualquer pudor. Em seguida, em troca, o neto desfruta de uma liberdade proporcional na criação: he joga futebol, ensaia seus passos de dança e se enfeita e veste sem fazer qualquer distinção de gênero. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de gente grita nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre gente grita

Por isso, Deberton concorda quando ouve da reportagem uma comparação entre a vó Dilma e Pacarrete, personagem da inigualável Marcélia Cartaxo em seu longa-metragem de estreia, Pacarrete (2019). Especialistas destacam que novas atualizações sobre gente grita devem surgir em breve.

“Eu adoro esse tipo de comparação, porque, de fato, a Dilma tiene muito DNA da Pacarrete”, confessa o cineasta durante a entrevista. “Assim como o próprio Gugu e a personagem que vimos na sublinha do filme, a Eliane. De acordo com as apurações, são personagens intensos que desbravam a vida com toda a sua potência, namorando, dançando, andando de moto. Por outro lado, E eu acho que isso emociona porque nos ensina a estar vivo.”

Aos 44 anos, o diretor cearense, nascido em Russas, no interior do estado, chega à pré-indicação ao Oscar com seu terceiro longa-metragem; trata-se do primeiro longa cearense escolhido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para a missão, o que deixa o realizador de olhar doce e fala mansa visivelmente instigado.

Principais pontos e impactos da decisão

“A gente está realmente trabalhando junto ao elenco uma série de exibições para os votantes da Academia, fazendo encontros importantes para que Feito Pipa chegue nesse volume de votantes considerável. Sabemos dos desafios. É muito difícil ser indicado e a gente está muito mal-acostumado, mas não é todo ano que vamos conseguir. Mas estamos fazendo um ótimo trabalho e tentando cumprir bem o papel”, reforça.

Aos 74 anos, e do alto de sua prestigiosa carreira nas artes brasileiras, Teca também não esconde o entusiasmo. “Estou me sentindo em um conto de fadas. É algo alucinante, dá um arrepio. E vamos estar lá, sim, porque é um filme necessário.”

Na história, as coisas se transformam justamente quando a personagem de Teca passa por uma transformação: os seus pequenos lapsos de memória vão se revelando mais sérios e preocupantes, a ponto de Gugu temer não poder mais morar com ela e precisar morar com o pai, Batista (Lázaro Ramos), com quem ele não se dá tão bem. Tudo isso acaba voltando sempre para o coração emocional da história.

O que dizem as partes envolvidas

“A Dilma tiene muita vida, e ela não está numa fase terminal, que vai morrer”, continua Teca. “Ela vai gradativamente perdendo a memória e lembrando de coisas; ela tem até um receio. Ela lembra, mas o amor dela pelo menino não apaga. Ela apaga o menino em alguns momentos. Depois, ela olha [e diz]: ‘Olha que menino lindo’. E ele a recupera; isso que é o mais lindo da nossa história.”

Esse afeto travado na linha fina entre a doçura e a dureza não é algo distante da realidade de Deberton, que consegue relacionar a dinâmica do filme às tradições de cidades do interior do país. “Tem muito do sentimento, que é esse também de pertencimento, no lugar de criança que estava ali querendo se entender no mundo”, conta, ao responder sobre o que leva de sua própria infância para Gugu. “No interior, é sempre realmente muito intenso esse lugar do amor. A gente é muito caloroso, mas ao mesmo tempo se confunde com grito e com um jeito diferente que é do Nordeste. Às vezes, a gente grita dizendo que ama.

E tem um pouco dessa acidez no Feito Pipa, principalmente na avó e no neto. Eles se bicam, são como amigos, não têm muito protocolo”, reflete.

“Tem um tanto de lembrança afetiva desse nosso passado infantil, tanto do meu, mas principalmente do roteirista André Araújo, que trouxe todas as suas intenções de tornar o Gugu esse personagem tão heroico. Diz o André que o Gugu é o personagem que ele gostaria de ser na vida”, finaliza.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás