Sobre o tema envolvendo acidentes aéreos, além disso, um piloto de 36 anos morreu após um avião agrícola cair na zona rural de Mineiros na última quinta-feira (5). Dessa forma, O piloto da aeronave, Wellington Carmo de Oliveira, foi encontrado morto pelo Corpo de Bombeiros. Com isso, investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a queda foi o 8º acidente com aeronaves registrado em Goiás apenas em 2026.
Entenda os desdobramentos de acidentes aéreos
Nesse sentido, entre janeiro e novembro deste ano, ao menos três pessoas morreram em território goiano em razão de acidentes aéreos, de acordo com dados do Cenipa. Portanto, O número de quedas se igualou à marca contabilizada em todo o ano passado, também de oito registros. No entanto, nenhuma morte foi registrada em 2025. Em seguida, nos últimos 10 anos (entre 2016 e 2026), o estado goiano foi palco de 124 acidentes e 35 óbitos, conforme o órgão da Força Aérea Brasileira Aeronáutica (FAB).
De acordo com as apurações, O ano com o maior número de ocorrências foi 2018, que teve 12 acionamentos e duas mortes. Em 2016, o estado viveu a maior letalidade envolvendo o transporte aéreo, com 10 mortos em sete acidentes em 12 meses. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a acidentes aéreos continuam sendo acompanhados com atenção.
“As principais causas de acidentes aéreos no Brasil são as falhas humanas e operacionais, seguidas por problemas mecânicos. O pouso e decolagem concentram uma quantidade significativa desses acidentes. Há a questão das falhas no motor, mas geralmente, o fator humano é primordial”, explica o advogado especialista em direito aeronáutico, Georges Ferreira.
Georges explica que é necessário realizar a manutenção das aeronaves de forma rigorosa, sejam elas privadas, públicas ou de companhias aéreas, a fim de evitar acidentes. Segundo o advogado, mesmo com o número de acidentes em alta, o transporte aéreo ainda é considerado o mais seguro do mundo. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de acidentes aéreos nos últimos dias.
“A cultura de prevenção é muito importante. O comandante sempre tem que estar com as carteiras em dia e pilotar as aeronaves para que seja habilitado. O treinamento do comandante é essencial. Toda vez que acontece um acidente aeronáutico, muitas lições são aprendidas ou aprendidas”, afirma.
6ª maior frota do Brasil
Conforme o Cenipa, Goiás conta com a 6ª maior frota de aeronaves do Brasil, com 1,1 mil veículos do tipo. O estado fica atrás apenas de São Paulo (5,8), Minas Gerais (2,3 mil), Paraná (1,6 mil), Rio de Janeiro (1,5 mil) e Rio Grande do Sul (1,3 mil). Goiás também ocupa a 6ª colocação no ranking de estados com o maior número de aeródromos, totalizando cerca de 240. Destes, 26 são privados.
Em contrapartida, o estado é o segundo maior polo de manutenção de aeronaves do país. Ao todo, são 65 empresas cadastradas e aptas a prestar serviços voltados a esse tipo de público no território goiano. Apenas São Paulo (167) possui mais empresas do ramo. O ranking é completado por Minas Gerais (47), Rio de Janeiro (37) e Mato Grosso (31).
“Goiás é um muito rico, tem um agro que é muito forte. O estado é grande, maior que a Finlândia inteira e, por isso, o tempo é um negócio. As aeronaves reduzem o tempo de viagem. Goiás hoje tem a 9ª economia do país, a 8ª entre os estados e a maior do Centro-Oeste”, concluiu.
Acidente em Mineiros
O piloto Wellington Carmo de Oliveira foi encontrado morto na última quinta-feira (5) após o avião agrícola que pilotava cair na zona rural de Mineiros, segundo o Corpo de Bombeiros. Conforme a corporação, o local do acidente fica a cerca de 30 km de Mineiros e é de difícil acesso, o que aumentou o tempo até a chegada do resgate.
A Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que a queda está sendo investigada e que o Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI) esteve no local do acidente para verificar os danos à aeronave e coletar informações.
A Mineiros Aviação, empresa em que Wellington trabalhava e responsável pela aeronave, lamentou o ocorrido e destacou que o piloto tinha cerca de uma década de profissão, e estava há 4 anos na companhia. A empresa afirmou que ele estava com os exames médicos exigidos e a licença em dia.
Nota da FAB
“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta quinta-feira (05/11), investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI), com sede em Brasília (DF), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-UOV em Mineiros (GO).”
“Durante a Ação Inicial, realizada logo após o evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.”
“Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências.”
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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