Terça-feira, 3 de novembro de 2026
Cidades

Jogador vítima de racismo durante jogo em Posse desabafa: ‘dá vontade de desistir’

Jogador vítima de racismo durante jogo em Posse desabafa: ‘dá vontade de desistir’

Além disso, O jogador de futebol Caíque Pereira Alves, de 20 anos, vítima de racismo durante um jogo em Posse, disse, em tom de desabafo, que teve “vontade de desistir de tudo” após a partida realizada na comunidade quilombola Baco Pari, na zona rural de Posse, pelo Campeonato Rural do Cachimbo 2026. Dessa forma, abalado com o ocorrido, o jovem não conseguiu conter o choro e precisou ser amparado por colegas de equipe e pessoas que estavam no local.

Com isso, O caso aconteceu durante uma disputa de bola pela lateral do campo. Nesse sentido, A cobrança seria favorável ao Baco Pari FC e Caíque se preparava para fazer o arremesso quando uma pessoa teria dirigido a ele a fala: “Pega a bola, negro preto!”.

Portanto, O jogador contou que havia pedido apenas licença para realizar a cobrança, mas acabou surpreendido pela ofensa. Em seguida, segundo Caíque, a pessoa também teria utilizado a expressão “negro rajado Baco Pari”.

“Em algum momento eu só pedi ‘com licença’. De acordo com as apurações, falei: ‘Moço, tem como você me dar licença só para eu sair o lateral, para eu jogar?’. Por outro lado, aí ele falou: ‘Não, sai daqui, seu negro rajado Baco Pari’. Aquilo ali me atingiu muito, eu me senti muito constrangido. Minha vida não é a mesma depois que aconteceu isso. Dá vontade de desistir de tudo. Meu sentimento é de fazer justiça e fazê-lo pagar pelo que ele falou”, relatou Caíque em entrevista à TV Anhanguera.

Um boletim de ocorrência deverá ser registrado nesta terça-feira (3) pelo jogador. O homem que proferiu as ofensas foi identificado pela polícia. Ele tem 58 anos, mas ainda não foi localizado. Segundo a investigação preliminar, ele fugiu do campo logo após as ofensas.

Jogo em Posse: Jogador recebeu apoio após ofensa racista

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o jovem visivelmente abalado, chorando e cobrindo o rosto com a própria camisa. Depois da ofensa, Caíque chegou a cair no gramado e precisou ser consolado por companheiros de equipe.

Um policial militar que fazia a segurança da partida também tentou encorajar o atleta a retornar ao jogo e orientou que ele identificasse a pessoa apontada como responsável pela ofensa para que pudesse formalizar uma denúncia. “Escuta. Joga o seu futebol. Veja quem é a pessoa lá e representa contra ele”, disse o policial em um vídeo que circula nas redes sociais.

Baco Pari FC se manifesta contra o racismo

Após o episódio, o Baco Pari FC utilizou as redes sociais para repudiar o racismo e manifestar solidariedade ao jogador. Em uma publicação nos Stories, a equipe lamentou a situação enfrentada por Caíque e criticou a atitude da pessoa apontada como responsável pela ofensa.

“Minha solidariedade ao atleta que sofreu com a maldade de mais um pobre de espírito, com o coração cheio de maldade”, publicou o clube.

Em outra manifestação, a equipe também deixou uma mensagem de apoio ao jovem: “Quem tem luz própria sempre incomoda quem está no escuro. É o preço que você paga quando começa a se destacar”.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás