Segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Governo Lula descarta tabelamento de juros e nega reunião com Lara Resende

Governo Lula descarta tabelamento de juros e nega reunião com Lara Resende

Além disso, O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmaram nesta segunda-feira (02/11) que não há qualquer avaliação, por parte do governo federal, de propostas como o tabelamento da taxa Selic ou a queima de reservas cambiais em um eventual quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Dessa forma, os dois também negaram a existência de qualquer reunião marcada envolvendo Lula e o economista André Lara Resende.

Com isso, A negativa veio após a publicação de uma reportagem informando que haveria uma reunião entre Lula e Lara Resende nesta semana. Nesse sentido, segundo Durigan, vários economistas têm se colocado à disposição para dialogar com o presidente e com Mercadante, mas não há nada agendado. Portanto, mercadante afirmou que não há nenhuma proposta de tabelar juros em discussão, que essa ideia não esteve na campanha e não está no governo.

A proposta de Lara Resende

Um dos arquitetos do Plano Real, o economista André Lara Resende divulgou, no final de setembro, uma proposta que prevê uma reconfiguração das relações entre as políticas monetária e fiscal do país, com o objetivo declarado de reduzir a Selic.

Em seguida, A peça central da proposta é a instituição de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, responsável por estabelecer metas fiscais e monetárias com horizonte de quatro a cinco anos.

Pelo modelo sugerido, o Banco Central (BC) ficaria obrigado a manter a taxa básica dentro de uma banda: o piso corresponderia à meta de inflação, fixada em 3,0%, enquanto o teto seria a taxa de crescimento nominal potencial, estimada em aproximadamente 5,5% ao ano, calculada pela soma de 3% de inflação com 2,5% de crescimento real.

Para a transição, a proposta prevê que o BC anuncie uma redução gradual da Selic ao longo de cerca de 12 meses, até chegar à taxa de crescimento nominal potencial acrescida de um spread (margem) transitório de segurança de 2 pontos percentuais, o que colocaria a taxa perto de 7,5% ao ano. Esse spread seria reavaliado periodicamente e reduzido até ser eliminado.

No texto, Lara Resende afirmou que a economia brasileira tem um problema básico: a taxa básica de juros extraordinariamente alta. E que esse problema tem solução clara, bastando superar o que chamou de preconceitos ligados a uma teoria monetária e fiscal anacrônica.

Gleisi defende e critica o mercado

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) saiu em defesa do artigo de Lara Resende. Ela afirmou que a publicação é fundamental para enfrentar o que chamou de ofensiva sobre a política fiscal brasileira.

Gleisi também criticou a repercussão negativa gerada no mercado financeiro pela notícia do possível encontro entre Lula e o economista. Em postagens nas redes sociais, ela afirmou que o mercado financeiro tem o DNA do autoritarismo e que parece normal que o presidente chame para conversar pessoas que não estão tão comprometidas com a Faria Lima. Segundo ela, conversar e procurar entender todos os problemas é uma virtude do presidente, e isso não significa que Lula fará o que chamou de estelionato eleitoral.

De acordo com Mercadante, as discussões sobre um quarto mandato devem ser iniciadas por Lula já na terça-feira (03/11).

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás