Além disso, A Justiça determinou a quebra do sigilo médico sobre o caso de Tancredo Neves, presidente eleito que morreu no dia 21 de abril de 1985, aos 75 anos de idade. Dessa forma, A decisão da 13ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região impõe ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a obrigação de entregar prontuários, lista de médicos envolvidos e demais documentos relacionados ao caso. Ao g1, ambos os órgãos declararam, no entanto, que ainda aguardam a notificação oficial.
Com isso, na véspera da cerimônia de posse presidencial, Tancredo foi hospitalizado com diagnóstico de diverticulite, inflamação em pequenas bolsas que se formam na parede do intestino. Ele faleceu cerca de um mês depois, em decorrência de hemorragia e outras complicações que resultaram em sua transferência, em estado grave, para o Instituto do Coração (Incor).
Tancredo Neves: A suspeita de erro médico
A família busca esclarecer se houve falhas no tratamento. O pedido administrativo feito diretamente aos conselhos foi negado com base no sigilo médico-paciente. O caso foi então levado à Justiça, que agora determinou a abertura dos registros.
Um ponto específico alimenta as suspeitas em torno do caso: os médicos que cuidaram de Tancredo foram punidos com advertência pelo CRM-DF, mas as razões da sanção jamais vieram a público. Em 2010, o escritor Luís Mir publicou o livro O paciente com autorização da família. A obra levantou hipóteses de erro médico com base em quatro fatores: a decisão por cirurgia imediata, técnicas questionadas por especialistas, a advertência aplicada pelo CRM-DF e possíveis falhas no protocolo de recuperação.
Após a publicação do livro, a família pediu formalmente aos conselhos o acesso aos documentos. O pedido, no entanto, foi negado na época.
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