Domingo, 1 de novembro de 2026
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Câmara quer mudar modelo de eleição dos deputados; entenda

Câmara quer mudar modelo de eleição dos deputados; entenda

Sobre o tema envolvendo Câmara quer mudar, além disso, após o avanço do Partido Liberal (PL) no número de cadeiras detidas na Câmara, líderes da Casa e dos partidos planejam discutir mudanças na forma de eleição de parlamentares. Dessa forma, O movimento acontece após as legendas do chamado “Centrão” perderem espaço.

Com isso, O presidente da Câmara, Hugo Motta, declarou a intenção de votar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), alteração no texto constitucional, para instituir o sistema distrital misto. Nesse sentido, nessa modalidade, os candidatos mais votados ocupariam metade das vagas de cada distrito, enquanto a outra metade caberia a nomes definidos antecipadamente em listas partidárias.

Líderes do centro esperam votar a proposta ainda em 2026, mas admitem que as articulações estão no início. A ideia é que as novas regras passem a valer integralmente apenas em 2034. As eleições de 2030 funcionariam como período de transição, embora os detalhes desse modelo intermediário ainda não tenham sido definidos.

Câmara quer mudar: Relator e critérios em aberto

Domingos Neto (PSD-CE) deve assumir a relatoria da PEC, ainda não apresentada formalmente. Quanto à divisão territorial, o parlamentar indicou que os distritos seriam delimitados com base em critérios estabelecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os defensores do distrital misto estão Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Ciro Nogueira, presidente do Progressistas (PP). O deputado Luizinho (PP), o mais votado no Rio de Janeiro, também é favorável ao modelo e propõe que o mandato pertença às legendas, não aos candidatos.

Resistências e críticas

A proposta enfrenta oposição em diferentes flancos. O PL não tem interesse em alterar o sistema eleitoral. Parlamentares do PT resistem a mudar as regras logo após uma eleição acirrada.

O PSOL se opõe ao distrital misto, argumentando que o modelo seria prejudicial ao partido e a grupos minoritários, como mulheres e negros. Já a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), embora favorável à proposta, alerta que o modelo pode tornar a disputa eleitoral mais suscetível à influência do crime organizado dentro dos distritos.

A Câmara já tentou aprovar o distritão (versão mais simples, sem lista) em 2017 e em 2021, sem obter votos suficientes nas duas ocasiões. Defensores do modelo atual afirmam que ele tornaria as campanhas mais baratas e aproximaria os candidatos dos problemas locais dos eleitores.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás