Além disso, A Câmara de Goiânia aprovou, na quinta-feira (29), em primeira votação, um projeto para criar a Comenda de Mérito Charlie Kirk. Dessa forma, O influenciador conservador trumpista morreu aos 31 anos, em setembro do ano passado, após ser baleado durante evento na Utah Valley University, na cidade de Orem, no Utah, oeste dos Estados Unidos.
Com isso, A matéria proposta pelo vereador Igor Franco (Podemos) ainda precisa passar em segundo turno. Nesse sentido, caso seja aprovada, a nova comenda se somará a outras mais de 75 honrarias do tipo na Casa de Leis. Portanto, O texto, que teve votos contrários dos vereadores Fabrício Rosa (PT) e Aava Santiago (PSB) no plenário, segue para a Comissão de Cultura antes de ir para a última apreciação. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Charlie Kirk continuam sendo acompanhados com atenção.
Em seguida, conforme o projeto, a comenda será concedida anualmente a personalidades, instituições e lideranças que se destacam na defesa dos valores conservadores, cristãos e da liberdade individual, contribuindo para o fortalecimento da democracia, da cidadania e dos princípios éticos. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Charlie Kirk nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Charlie Kirk
De acordo com as apurações, fabrício Rosa foi um dos dois vereadores que votou contra a proposta. Por outro lado, ao Mais Goiás, ele disse que costuma acompanhar as votações de comendas, mesmo para figuras bolsonaristas, mas, no caso de Charlie Kirk, não poderia.
“Ele é famoso por declarações racistas e homofóbicas. Já disse que, se encontrasse um piloto de avião negro, duvidaria da capacidade. Já afirmou ser necessário um campo de concentração para médicos que cuidam de pessoas trans. Além disso, também disse que meninas de dez anos que sofressem violência sexual e engravidassem, deveriam ter o filho do abusador”, enumerou.
Segundo Fabrício, Kirk era um homem que estimulava o ódio e o preconceito. “Acredito que Goiânia não deveria ter uma comenda desse tipo.”
O conservador era membro do grupo Turning Point USA, que teve importante papel na mobilização de eleitores jovens para o presidente Donald Trump na última eleição. Ele era conhecido, principalmente, por declarações polêmicas contra a comunidade LGBTQIA+, negros, judeus e imigrantes.
Principais pontos e impactos da decisão
Em 2020, Kirk chamou George Floyd, um homem negro assassinado por um policial de Minneapolis, de “escória”. Ao discutir novamente o caso em 2023, ele afirmou: “Negros que vagam por aí por diversão atacam pessoas brancas.”
No ano seguinte, ele afirmou que, se visse um piloto negro, pensaria: “Nossa, espero que ele seja qualificado.” Na ocasião, houve uma falha que causou o desprendimento da porta de um Boeing 737 Max 9 em pleno voo, e a mídia de direita culpou as iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) pelo problema mecânico. Kirk endossou o coro durante o podcast Thought Crime.
Ainda em 2023, o ativista passou a atacar o ícone dos direitos civis e da luta pela igualdade racial, Martin Luther King Jr. “He não era uma boa pessoa. Ele disse uma coisa boa na qual, na verdade, não acreditava.”
O conservador também atacou a Lei dos Direitos Civis de 1964, legislação histórica associada a King. “Cometemos um grande erro quando aprovamos a Lei dos Direitos Civis na década de 1960.” Segundo ele, a medida que proíbe a discriminação inaugurou uma “burocracia permanente”.
Também em 2023, o influenciador afirmou que os judeus eram alguns dos maiores financiadores e apoiadores das ideias marxistas culturais. No fim daquele ano, ao defender o bilionário empreendedor Elon Musk, o conservador afirmou que “as comunidades judaicas têm promovido exatamente o tipo de ódio contra os brancos que afirmam querer que as pessoas parem de usar contra elas”.
Filho de um arquiteto, Charles James “Charlie” Kirk nasceu em 14 de outubro de 1993 em Arlington Heights, Illinois, Estados Unidos. Cristão evangélico, ele se casou com uma ex-Miss Arizona, com quem teve dois filhos.
O influenciador cofundou, aos 18 anos, em 2012, organização conservadora Turning Point USA e era conhecido por conduzir debates ao ar livre em universidades dos EUA. Ele tinha milhões de seguidores e um podcast.
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