Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Cemitério Parque

Túmulos de vítimas do Césio-137 são reformados em Goiânia antes do Dia de Finados

Túmulos de vítimas do Césio-137 são reformados em Goiânia antes do Dia de Finados

Sobre o tema envolvendo vítimas do Césio, além disso, às vésperas do Dia de Finados, celebrado na próxima segunda-feira (2), os túmulos de quatro vítimas fatais do acidente com o césio-137, em Goiânia, passaram por uma reforma no Cemitério Parque. Dessa forma, A intervenção contemplou as sepulturas de Leide das Neves Ferreira, Maria Gabriela, Israel Batista dos Santos e Admilson Alves de Souza. Com isso, os trabalhos duraram três dias e incluíram a recuperação das estruturas e a substituição das placas de mármore.

Nesse sentido, as quatro pessoas morreram em outubro de 1987, após serem expostas ao material radioativo que se espalhou pela capital. Portanto, leide das Neves, que tinha 6 anos na época, se contaminou ao comer um ovo cozido com as mãos sujas do pó azul retirado de uma cápsula de césio-137. Em seguida, A menina se tornou um dos principais símbolos da tragédia.

De acordo com as apurações, maria Gabriela era esposa de Devair Alves Ferreira, proprietário do ferro velho onde a cápsula foi aberta. Por outro lado, ela foi uma das primeiras pessoas expostas à radiação. Vale destacar que leide e Maria Gabriela morreram em 23 de outubro de 1987, no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Já Israel e Admilson trabalhavam no estabelecimento de Devair e também morreram em decorrência da contaminação no mesmo mês.

Na época, os corpos das quatro vítimas foram colocados em caixões revestidos de chumbo, como medida de precaução devido à presença de material radioativo. O sepultamento ocorreu em meio a protestos de moradores, que não queriam que as vítimas fossem enterradas em Goiânia por medo da contaminação.

A reforma dos túmulos foi solicitada pela Associação das Vítimas do Césio-137 (AvCésio) e determinada pelo Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves (Cara). Segundo o órgão, a iniciativa busca preservar a memória das vítimas e conservar os locais de sepultamento.

Relembre o acidente

A tragédia teve início em setembro de 1987, quando dois catadores de materiais recicláveis retiraram peças de um aparelho de radioterapia abandonado nas instalações de uma clínica desativada. O equipamento havia sido descartado irregularmente pelo antigo Instituto Goiano de Radioterapia.

As peças foram levadas para um ferro velho no Centro de Goiânia. Ao desmontar o aparelho, Devair encontrou uma cápsula que continha cloreto de césio-137. O material, que emitia um brilho azul, despertou a curiosidade de quem teve contato com ele e acabou sendo distribuído entre familiares, conhecidos e outras pessoas.

A substância radioativa se espalhou por diferentes locais da cidade e contaminou mais de 600 pessoas, com níveis variados de exposição. O episódio é considerado um dos acidentes radiológicos mais graves do mundo fora de instalações nucleares.

Segundo a Associação das Vítimas do Césio-137, mais de cem pessoas morreram em decorrência da contaminação até 2012.

Cemitérios recebem melhorias para o Dia de Finados

A manutenção das sepulturas ocorreu durante os preparativos da Prefeitura de Goiânia para receber visitantes no Dia de Finados. Os quatro cemitérios municipais passaram por serviços de limpeza e conservação, além de reforço na segurança.

Entre as medidas estão a instalação de câmeras de monitoramento e de novos pontos de iluminação. Cada cemitério recebeu entre 30 e 93 pontos de luz, conforme a necessidade do local.

Na segunda-feira (2), os cemitérios municipais vão funcionar das 7h às 18h. A prefeitura também prevê reforço no policiamento, organização do trânsito e ampliação da estrutura de atendimento aos visitantes, com banheiros e bebedouros extras.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Kassio e Mendonça tentam se desvincular de Flávio após carta golpista e falam em perda de bom senso

Redação Foco Goiás