Além disso, você teria coragem de entrar sozinho em um teatro onde, segundo moradores, é possível ouvir gritos durante a madrugada? Dessa forma, ou dar carona a uma pessoa desconhecida perto de um cemitério? Com isso, essas situações fazem parte das 17 lendas urbanas de Goiânia identificadas em uma pesquisa da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Nesse sentido, os relatos envolvem endereços conhecidos da capital, como o Centro Cultural Martim Cererê, o Teatro Goiânia, o Cemitério Santana e o Colégio Santa Clara. Portanto, as histórias falam de fantasmas, passagens secretas e acontecimentos que nunca foram comprovados.
Em seguida, O levantamento foi realizado pelo historiador Luiz Felipe Pereira Nunes, autor da pesquisa Pelas ruas de Goiânia: evocando lendas urbanas como patrimônio imaterial (2000-2023), apresentada em dezembro de 2024 ao Mestrado Profissional em Estudos Culturais, Memória e Patrimônio da UEG. De acordo com as apurações, O pesquisador identificou 32 narrativas em Goiás, das quais 17 estão relacionadas à capital. Por outro lado, O objetivo foi compreender como essas histórias surgiram, ganharam diferentes versões e passaram de uma geração para outra.
Vale destacar que os locais citados nas lendas existem, mas isso não significa que os acontecimentos sobrenaturais tenham ocorrido. Sendo assim, A pesquisa não procurou provar a existência de fantasmas. Além disso, O estudo investigou como determinados prédios, ruas e espaços públicos passaram a ser associados ao medo e ao mistério. Dessa forma, com a aproximação do Halloween, celebrado em 31 de outubro, o Mais Goiás apresenta uma série especial sobre essas histórias e os lugares que fazem parte da memória da cidade. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a lendas urbanas continuam sendo acompanhados com atenção.
Contexto e detalhes sobre lendas urbanas
Com isso, uma das histórias mais conhecidas envolve o Centro Cultural Martim Cererê, no Setor Sul. Nesse sentido, O espaço funciona em antigas caixas-d’água da Saneago, transformadas em teatros na década de 1980. Segundo a lenda, os reservatórios teriam sido utilizados para tortura durante a ditadura militar. Pessoas afirmam ter ouvido gritos, vozes e portas batendo sozinhas. A acusação de que o local funcionou como centro de tortura, porém, não foi comprovada documentalmente.
No Centro, o Teatro Goiânia também aparece em relatos de assombração. Uma das histórias afirma que fantasmas de antigos trabalhadores continuariam pelos bastidores. Outra menciona um suposto túnel subterrâneo que ligaria o teatro ao Palácio das Esmeraldas. A pesquisa registrou as narrativas, mas não confirmou a existência da passagem secreta.
O Cemitério Santana, na Avenida Independência, é cenário de outra lenda. Segundo o relato, um motorista ofereceu carona a uma pessoa encontrada nas proximidades do cemitério. O passageiro entra no veículo e desaparece durante o percurso. Existem versões envolvendo um homem, uma mulher e até uma criança.
Principais pontos e impactos da decisão
Na região de Campinas, o Colégio Santa Clara aparece em histórias sobre uma freira que teria morrido na piscina da instituição. Segundo a lenda, o espírito da religiosa continuaria no local. Outra narrativa menciona um quadro religioso cujos olhos pareceriam acompanhar os movimentos de quem passa pelos corredores.
O Parthenon Center, na Rua 4, também ganhou fama de mal-assombrado. A história está relacionada a relatos de supostas mortes no edifício e aparições de pessoas que teriam morrido ali. A pesquisa não comprova os episódios atribuídos ao prédio.
Até a Universidade Federal de Goiás (UFG) aparece entre os locais associados ao sobrenatural. Uma das lendas afirma que o historiador e padre Luís Palacín continuaria a aparecer na Faculdade de História depois de sua morte.
O que dizem as partes envolvidas
Outras narrativas envolvem uma criança chamada Pitiba, associada a uma residência na Rua 57, e uma mulher vestida de branco que apareceria nas proximidades da antiga fábrica Leite Gogó, no Setor Fama.
A pesquisa identificou que seis das 17 lendas urbanas catalogadas estão relacionadas a endereços do Setor Central. Outras quatro aparecem em regiões antigas da capital, como Campinas, Setor Fama e Setor Coimbra.
O levantamento também registrou histórias sobre um antigo hospital próximo ao Parque Areião, um edifício abandonado na Rua 2 e uma residência na Rua 228, no Setor Coimbra.
Para o pesquisador, essas narrativas ajudam a compreender como os moradores constroem e preservam a memória da cidade. Os relatos também deram origem ao guia Histórias para não dormir, que apresenta a possibilidade de transformar os endereços em um roteiro de turismo cultural.
A proposta não considera as assombrações fatos comprovados. O objetivo é apresentar os lugares, explicar a origem das histórias e preservar manifestações da cultura popular.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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