Sobre o tema envolvendo na arquitetura, além disso, quem passa pela esquina da Rua 3 com a Avenida Assis Chateaubriand, no Setor Oeste, em Goiânia, encontra um prédio que lembra as construções tradicionais de Portugal. Dessa forma, azulejos decorados, janelas em arco e sacadas de ferro trabalhado dão ao Residencial Vila Rica uma aparência diferente da maioria dos edifícios da região. Por trás da fachada, porém, existe uma história ainda mais curiosa: segundo um documento judicial, o condomínio desativou seu salão de festas e passou a utilizar o espaço para oferecer uma segunda vaga de garagem aos apartamentos.
Com isso, O edifício pertence a uma geração de construções com unidades amplas, poucos vizinhos por andar e ambientes internos bem divididos. Nesse sentido, uma avaliação imobiliária judicial descreve seis pavimentos habitáveis, dois apartamentos por andar e dois elevadores originais. Portanto, A unidade analisada tem 219,72 metros quadrados de área privativa, dimensão que ajuda a entender um modelo de moradia em que salas, quartos e áreas de serviço ocupavam espaços separados. O documento estima a idade da construção em cerca de 40 anos, mas não estabelece sua data exata de inauguração.
A identidade arquitetônica do Residencial Vila Rica aparece principalmente na fachada. Os revestimentos cerâmicos com desenhos em azul e branco remetem à tradição dos azulejos portugueses. As janelas em arco, os pequenos balcões e os gradis de ferro acrescentam elementos ornamentais pouco comuns nas fachadas de vidro e linhas retas de muitos empreendimentos contemporâneos.
Contexto e detalhes sobre na arquitetura
A informação sobre a antiga área de convivência aparece em uma avaliação judicial do apartamento 101, relacionada ao processo nº 0097178-13.2013.8.09.0051, da 7ª Vara Cível de Goiânia. A ação envolve a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e os proprietários da unidade. Durante a perícia, o proprietário informou que o edifício possuía um salão de festas posteriormente desativado para disponibilizar uma segunda vaga de garagem aos apartamentos.
O documento não esclarece quando ocorreu a alteração, quantas vagas foram criadas ou se a decisão foi aprovada em assembleia, mas o episódio ilustra como as necessidades de estacionamento passaram a influenciar a organização dos condomínios. A transformação reflete uma mudança mais ampla na arquitetura residencial e na forma como o planejamento urbano equilibra necessidades individuais e áreas coletivas ao longo das décadas.
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