Além disso, enquanto concentra suas atenções no GP da Malásia neste fim de semana, a MotoGP já enfrenta uma preocupação que vai além das pistas: a segurança da etapa seguinte, no Catar. Dessa forma, em meio ao conflito no Oriente Médio e à falta de garantias definitivas sobre a realização da prova, o brasileiro Diogo Moreira admitiu que está receoso com a viagem para o circuito de Lusail.
Com isso, O GP do Catar continua previsto para os dias 6 a 8 de novembro, mas a situação na região alimenta dúvidas no paddock. Embora a ida ao país esteja indicada no planejamento da categoria, os pilotos querem garantias de segurança antes de disputar a corrida. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Diogo Moreira continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, durante a entrevista coletiva que antecede o GP da Malásia, Moreira revelou que pretende permanecer no país asiático até o último momento antes de seguir viagem. Portanto, O brasileiro, que vive a expectativa de competir na principal categoria da motovelocidade, ressaltou que a vontade de correr não elimina as preocupações com o cenário internacional. “A ida para o Catar está confirmada, mas nunca se sabe até estarmos lá. Em seguida, eu ficarei aqui [na Malásia] até o último momento”, afirmou. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Diogo Moreira nos últimos dias.
De acordo com as apurações, O piloto também explicou que a indefinição não envolve apenas decisões individuais. Por outro lado, equipes, fabricantes e outros profissionais da categoria podem ser afetados pelas circunstâncias, o que torna a situação mais complexa. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Diogo Moreira devem surgir em breve.
“Falando apenas sobre vontade própria, estou gostando muito de andar com a moto da MotoGP, então fazer mais uma corrida é algo que me agrada. Mas com a situação atual, todo mundo dizendo que quer ir, não quer ir, que sim, que não, isso me deixa receoso”, declarou. “Mas não posso dizer que não vou. Existem outros fatores por trás que podem complicar, não somente eu, mas equipe, marca, todo mundo”, acrescentou.
Diogo Moreira aposta na experiência para o GP da Malásia
Apesar das incertezas sobre a etapa seguinte, o brasileiro demonstra confiança para o fim de semana em Sepang. Diferentemente de outros circuitos do calendário, a pista malaia já é familiar para Moreira, que acumulou seis dias de testes de pré-temporada com a moto da MotoGP no local.
O período de preparação, porém, também exigiu bastante do piloto. Segundo ele, os últimos três dias de testes foram especialmente desgastantes, mas a experiência deixou uma base importante para a sequência do trabalho. “Foram seis dias [de testes em Sepang]. Nos últimos três eu já estava esgotado. Mas estou ansioso para ver a evolução [em comparação ao início do ano]. Além disso, temos toda a configuração e os dados prontos. Estamos no jeito para começar”, explicou.
A meta para o GP da Malásia é terminar entre os dez primeiros colocados. Moreira considera o objetivo viável, mas ressalta que o desempenho dependerá da análise dos primeiros treinos livres e da evolução ao longo da programação. “Agora, precisamos ver em que pé estamos. Como sempre, preciso fazer o TL1 e depois veremos. Com certeza o objetivo é ficar no top 10 — como sempre — e é uma meta realista. No fim das contas, temos que aproveitar o fim de semana e trabalhar visando o domingo”, afirmou.
Brasileiro vê evolução da Honda em Sepang
Moreira também demonstrou otimismo ao avaliar o desenvolvimento da Honda desde os testes realizados no circuito malaio. Para o brasileiro, tanto sua adaptação à moto quanto o trabalho da fabricante apresentam avanços. “Houve uma grande evolução. Sem dúvidas, melhorei minha forma de guiar a moto. De modo geral, acredito também que a Honda estará melhor aqui. Temos uma boa base para começar o fim de semana”, avaliou.
O piloto, no entanto, reconhece que ainda há trabalho a fazer para melhorar o ritmo de volta. Durante os testes em Sepang, seu melhor registro foi de 1min58s, marca que pretende superar durante a etapa. “Claro, precisamos melhorar o tempo de volta. Nos testes aqui, fiz 01min58s, então precisamos melhorar”, concluiu o brasileiro, que ocupa a 14ª posição no Mundial, com 75 pontos.
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