Sobre o tema envolvendo Pesquisas subestimaram, além disso, O instituto de pesquisa AtlasIntel divulgou uma análise sobre a diferença dos resultados das pesquisas de intenção de voto para presidente em comparação com o resultado real das urnas em 25 de outubro. Dessa forma, A última pesquisa do instituto antes do segundo turno, divulgada em 24/10, apontava para a vitória de Flávio Bolsonaro. Com isso, O candidato do PL registrava 50,8% das intenções dos votos válidos, contra 49,2% do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesse sentido, já o resultado real “surpreendeu” os institutos de pesquisa, na avaliação da AtlasIntel. Portanto, lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. Em seguida, segundo a análise do instituto, os levantamentos de intenção de voto para a presidência não anteciparam o aumento da participação eleitoral no 2º turno de 2026 e subestimaram Lula em 18 de todos os 20 institutos que publicaram estimativas nacionais na semana anterior ao pleito. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Pesquisas subestimaram continuam sendo acompanhados com atenção.
De acordo com as apurações, O desvio médio nos votos válidos do candidato eleito atingiu 2,78 pontos percentuais (p.p.), oscilando entre 1,19 p.p. e 4,49 p.p. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Pesquisas subestimaram nos últimos dias.
Pesquisas subestimaram: O que as pesquisas mostravam
18 dos 20 institutos que divulgaram pesquisas nacionais na última semana antes da eleição colocavam Flávio Bolsonaro à frente. Por outro lado, nenhum deles acertou a direção do resultado para Lula. Vale destacar que A AtlasIntel monitorou a disputa desde o início do 1º turno. No primeiro levantamento realizado após o 1º turno (09/10), Flávio aparecia na frente com 52,8% ante 47,2% de Lula, uma vantagem de 5,6 p.p. Essa diferença foi se estreitando ao longo da campanha, e na última sondagem do instituto antes do dia da votação, a liderança de Flávio havia encolhido para 1,6 p.p. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Pesquisas subestimaram devem surgir em breve.
O último tracking da AtlasIntel, com campo encerrado às 8h do dia da eleição, deu 49,7% a Lula, o que colocou o instituto em 4º lugar entre os 20 na aproximação do resultado final.
O fator comparecimento
A leitura da AtlasIntel aponta dois movimentos como centrais para o erro das pesquisas. Parte da coalizão que votou em Lula em 2022 se afastou no 1º turno de 2026, especialmente em municípios pequenos e médios. No 2º turno, esse eleitorado retornou, e o comparecimento subiu.
A abstenção caiu de 21,1% para 19,2% entre os dois turnos. Essa queda é atípica: em todos os 2º turnos presidenciais de 1989 a 2018, a abstenção subiu entre os turnos. Em 2022, ela havia caído apenas 0,4 p.p.
Os fatores que explicam a baixa taxa de abstenção:
A AtlasIntel avaliou que o resultado negativo para Lula no primeiro turno foi motivado por punição: “Na nossa leitura, foi um voto de punição a um governo mal avaliado, agravado pela campanha. Os eleitores que saíram eram em boa parte os críticos, os independentes e os mais conservadores que apoiaram Lula em 2022 como alternativa ao Jair Bolsonaro e que o governo nunca conseguiu manter. Muitos deles não migraram para Flávio por convicção. Uns ficaram em casa. Outros votaram nele mais por decepção com o governo do que por entusiasmo com a candidatura”.
No segundo turno, os eleitores decepcionados que não votaram em Lula no primeiro turno mudaram de ideia, segundo o instituto: “O voto dado por decepção, porém, é mais fácil de reconquistar do que o voto por convicção. Foi o que aconteceu no 2º turno”.
Nesse cenário, a AtlasIntel listou algumas hipóteses que explicam a queda de abstenção. A principal delas foi o risco concreto de derrota depois do primeiro turno e a rejeição ao bolsonarismo: “Com Flávio à frente depois de 4 de outubro, o risco de derrota ficou concreto para a base do Lula. Os eleitores que tinham se afastado ganharam um motivo para voltar. A possibilidade iminente de um governo Flávio trouxe de volta eleitores que tinham punido Lula três semanas antes”, diz o documento.
Por fim, a AtlasIntel avalia a mobilização digital da base de Lula como fator determinante para a reeleição do presidente.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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