Sobre o tema envolvendo má fase, além disso, neste sábado (24/10), o Corinthians voltou a perder no Campeonato Brasileiro, entrou na zona de rebaixamento e viu a chance de queda disparar para mais de 60%. Dessa forma, em meio às cobranças da torcida, o presidente Osmar Stabile apontou a falta de sorte como culpada pelo mau momento.
“Temos todos que trabalhar juntos para que a gente saia dessa situação. Com isso, não existe culpado. Nesse sentido, O culpado é a bola não entrar e, contra nós, toda hora entrar”, disse o presidente na saída de São Januário, onde o Timão perdeu por 3 a 2 para o Vasco.
Ao mesmo tempo que respondia sobre a má fase, Osmar Stabile também negou que seja desafeto do elenco corintiano. “Muito boa a minha relação com os atletas. Portanto, A imprensa falou que não existe (relação), mas existe, sim. Não tenho problema com eles”, disse. “Há atrasos nos direitos de imagem, mas isso não os incomoda. Eles já me falaram que não é isso.”
Em São Januário, o Corinthians acabou largando atrás do placar, mas virou para 2 a 1. Na reta final da partida, porém, teve um apagão, sofreu dois gols de Hinestroza e acabou derrotado. Com o revés, o Timão entrou no Z4 do Brasileirão, estacionado nos 33 pontos.
Má fase: Saída de Marcelo Paz do Corinthians
Outro tópico da entrevista do presidente foi a saída do executivo de futebol Marcelo Paz. De acordo com Stabile, o ex-dirigente estava incomodado com o vazamento de dados pessoais de seus familiares.
“Ele ficou incomodado com o vazamento do celular dele e de sua família. Ficou muito incomodado com isso. Ele me chamou e disse que não conseguiria continuar dessa forma, com vazamentos”, destacou. Depois da saída de Marcelo Paz, o gerente Julio Cesar foi promovido para atuar na função interinamente.
“Herança maldita” no Corinthians
Além da má fase dentro de campo, o Corinthians convive com uma dívida de R$ 2,8 bilhões. Dentre os credores, estão os próprios jogadores, que têm três meses de direitos de imagem e premiações atrasados. Osmar Stabile afirmou que boa parte da situação atual é fruto da gestão anterior.
“Eu peguei o último ano em uma situação difícil, uma herança maldita. Tivemos que pagar várias transfer bans. Gastamos R$ 200 milhões com transfer bans e impostos atrasados. Estamos trabalhando para colocar tudo em dia”, desabafou o presidente.
Osmar Stabile vive seus últimos meses à frente do clube. O cartola não concorrerá à reeleição e deixará o cargo na virada para 2027.
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