Sábado, 24 de outubro de 2026
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Campinas vira patrimônio imaterial de Goiânia; afinal, o que muda no bairro?

Campinas vira patrimônio imaterial de Goiânia; afinal, o que muda no bairro?

Sobre o tema envolvendo Campinas vira, além disso, campinas é oficialmente patrimônio cultural de natureza imaterial de Goiânia, mas o reconhecimento não transforma o bairro em área tombada, não impede reformas ou demolições e não cria recursos exclusivos para sua preservação. Em respostas encaminhadas com exclusividade ao Mais Goiás, a Prefeitura informa ainda que não existe cronograma definido para as ações previstas na nova lei e o próximo passo envolve a elaboração de um Dossiê de Registro.

Dessa forma, O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) sancionou o Projeto de Lei nº 379/2025, convertido na Lei Municipal nº 11.713, em 22 de setembro. Com isso, segundo a Prefeitura, a norma foi publicada na edição nº 8.868 do Diário Oficial do Município no mesmo dia. Nesse sentido, O projeto, de autoria do vereador Tião Peixoto (PSDB), havia sido aprovado em segunda votação pela Câmara de Goiânia em 3 de setembro. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Campinas vira continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, A legislação reconhece a relevância histórica, cultural, religiosa, social e econômica de Campinas e estabelece como objetivos a preservação da memória e das tradições locais, o incentivo a políticas públicas, a difusão da importância histórico-cultural do bairro e o fomento ao turismo e ao comércio. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Campinas vira nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre Campinas vira

O reconhecimento jurídico, no entanto, não significa que todas essas ações começam automaticamente com a publicação da lei. Em seguida, parte delas ainda depende de procedimentos técnicos, planejamento das secretarias, disponibilidade orçamentária e definição de projetos.

De acordo com as apurações, uma das principais consequências práticas esclarecidas pela Prefeitura diz respeito aos imóveis de Campinas. A Lei nº 11.713/2026 reconhece um patrimônio de natureza imaterial. Isso significa que a proteção está relacionada a saberes, celebrações, expressões, práticas sociais, tradições e referências culturais associadas ao bairro, e não a todos os edifícios existentes em seu território.

Por esse motivo, a nova lei não impõe, isoladamente, restrições urbanísticas ou proibições para obras, reformas e demolições. “Não impõe, por si só, restrições urbanísticas, limitações de obras ou proibições a reformas e demolições”, informa a Prefeitura ao Mais Goiás.

Principais pontos e impactos da decisão

Limitações continuam existindo nos casos em que o imóvel ou a área já possui proteção específica. Segundo a Prefeitura, esses controles decorrem de tombamentos materiais, da Lei Municipal nº 7.164/1992, das normas do Plano Diretor, instituído pela Lei Complementar nº 349/2022, e de eventuais proteções federais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A sanção encerra a tramitação legislativa, mas abre uma etapa administrativa para a estruturação das ações de salvaguarda. O artigo 3º da nova lei estabelece a diretriz de mapear, documentar e registrar manifestações culturais, simbólicas e religiosas relacionadas a Campinas. A Prefeitura explica que a formalização técnica exige a abertura de um processo e a elaboração de um Dossiê de Registro.

O procedimento passa pela Secretaria Municipal de Cultura e deve ser submetido ao Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Goiânia, nos termos da Lei Municipal nº 8.795/2009. Depois da análise, o reconhecimento técnico pode resultar na inscrição em Livro de Registro próprio. Ainda não há data para conclusão dessas etapas.

Outro efeito que não ocorre automaticamente é a criação de recursos próprios para o bairro. O artigo 5º da Lei nº 11.713 estabelece que eventuais despesas decorrentes da norma devem ser atendidas pelas dotações orçamentárias existentes, com suplementação quando necessária.

Segundo a Prefeitura, a legislação não cria fundo específico, dotação exclusiva para Campinas ou despesa obrigatória de caráter continuado. Isso significa que projetos de pesquisa, turismo, educação patrimonial, documentação ou promoção cultural precisam disputar recursos dentro do orçamento público ou buscar outras formas de financiamento.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás