Funcionários do hospital Araújo Jorge, em Goiânia, lutam para que seja incluído no salário deles um reajuste de 4% que deveria ter sido dado em janeiro de 2026, mas que até hoje não entrou no contracheque. Além disso, O problema é que a diretoria do hospital deseja restringir o universo de colaboradores que recebem o adicional de insalubridade, e diz que só vai liberar o reajuste depois que esse ponto for resolvido.
Dessa forma, em entrevista, o diretor executivo do hospital, Kleber Rosa, afirmou que não há resistência da direção ao reajuste salarial. Com isso, segundo ele, o impasse está relacionado às regras para o pagamento do adicional de insalubridade, que a instituição pretende pagar apenas aos funcionários que efetivamente enfrentam riscos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Araújo Jorge continuam sendo acompanhados com atenção.
“Eu não tenho oposição alguma ao reajuste. Nesse sentido, O percentual já está ajustado, está tudo certo. Portanto, O que eu não estou concordando é em pagar a insalubridade para colaborador que não tem direito à insalubridade”, declarou. De acordo com o diretor, o pagamento do reajuste depende da assinatura do acordo coletivo e poderá ser incluído já na folha seguinte após a definição.
Araújo Jorge: Impasse sobre adicional de insalubridade
Segundo os funcionários, existe a preocupação de que o adicional de insalubridade seja retirado dos trabalhadores administrativos a partir de dezembro. Uma funcionária, que pediu para não ser identificada, relatou que as negociações entre o sindicato e a direção ainda não chegaram a um consenso.
Os trabalhadores afirmam que o contato com pacientes ocorre em diferentes prédios do hospital, inclusive em unidades onde são realizadas atividades administrativas. Eles argumentam que a divisão entre setores administrativos e assistenciais não significa, necessariamente, ausência de exposição que pode oferecer riscos à saúde.
Kleber Rosa afirmou que a proposta da direção é estabelecer o pagamento do adicional conforme laudos técnicos que identifiquem a exposição dos trabalhadores a agentes insalubres e o grau de risco de cada atividade. Segundo ele, a instituição não pretende retirar o benefício de quem tem direito, mas deixar de pagá-lo a funcionários que não estão expostos a condições insalubres.
O diretor citou ainda dificuldades financeiras enfrentadas pelo hospital. Segundo ele, a instituição encerrou o ano passado com um resultado negativo de R$ 12,5 milhões e depende de recursos públicos para cumprir seus compromissos.
Reajuste de 4%
Sobre o reajuste salarial, Kleber afirmou que o percentual de 4% está acertado e que a direção aceita realizar o pagamento retroativo de uma só vez ou dividir o valor em três parcelas para evitar incidência maior de Imposto de Renda.
Apesar disso, o aumento ainda depende da assinatura do acordo coletivo, que permanece pendente devido à divergência sobre o adicional de insalubridade. O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde foi procurado, mas não se pronunciou até o fechamento da reportagem.
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