Além disso, O Goldman Sachs emitiu um alerta: caso o governo eleito não prorrogue o benefício extra de R$ 1,40 por litro garantido aos importadores de combustível (que expira em meados de novembro), o diesel comercializado pela Petrobras para las distribuidoras pode registrar elevação de até 50% após o segundo turno eleitoral, previsto para este domingo (25/10).
Goldman Sachs: Defasagem já é grande
Dessa forma, O litro do diesel que a Petrobras repassa às distribuidoras custa atualmente R$ 5,43. Para que o produto seja competitivo frente ao mercado externo, a paridade internacional aponta para R$ 6,89 o litro, uma defasagem de 21% entre os dois valores.
Com isso, A entidade que representa os importadores de combustíveis no país, a Abicom, apresentou números ainda mais expressivos: na véspera, com o barril do petróleo Brent cotado a US$ 111, a associação calculou que o descompasso nas refinarias da Petrobras havia atingido 44%.
Na sessão desta quinta-feira (22/10), o Brent encerrou o pregão a US$ 113,17 o barril (patamar inédito nos últimos cinco meses), impulsionado por ataques perpetrados pelos houthis contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita.
O que está em jogo
Criado em (11/10), o subsídio extra teve como objetivo evitar que a escalada do petróleo fosse transferida ao bolso do consumidor. Na ausência desse mecanismo, os importadores perdem competitividade frente ao diesel da Petrobras, cujo preço já se encontra abaixo do valor de mercado.
Ainda sem anúncio oficial, a definição sobre manter ou encerrar o benefício recairá sobre o próximo governo. O Goldman Sachs não contempla reajuste até dezembro em seu cenário base, mas elaborou uma projeção extrema: caso os subsídios sejam eliminados sem nenhuma medida compensatória, o litro do diesel poderia alcançar R$ 9 ou R$ 10.
Para efeito de comparação, a Petrobras reajustou a gasolina em (10/09) em cerca de 24%, com alta de R$ 0,63 por litro.
Bruno Cordeiro, analista da StoneX, destacou a pressão adicional vinda do mercado global. “Estima-se que hoje cerca de 8 milhões de barris por dia estejam sendo escoados pelo canal”, afirmou, numa comparação com os 18 milhões de barris diários de antes do conflito.
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