O ex-presidente do Goiás Esporte Clube, Sérgio Rassi, confirmou a articulação da oposição para as eleições de 1º de dezembro, mas apontou dificuldades para conseguir as 50 assinaturas necessárias no Conselho Deliberativo. Ele criticou a atual composição do conselho, a qual classificou como formada por ‘apadrinhados’ da gestão atual.
Sobre o tema envolvendo “250 apadrinhados”, além disso, A oposição do Goiás Esporte Clube começa a se movimentar para apresentar uma candidatura à presidência executiva nas eleições marcadas para 1º de dezembro. Dessa forma, ex-presidente do clube, Sérgio Rassi confirmou que integrantes do grupo realizaram uma reunião recentemente para discutir a formação de uma chapa e avaliar as possibilidades de participação no processo eleitoral. Com isso, apesar das dificuldades para cumprir as exigências de inscrição, o ex-dirigente garante que a oposição pretende buscar uma alternativa à atual administração esmeraldina.
“Claro que a gente não vai fugir da oportunidade de concorrermos à presidência do clube. Só que, mais uma vez o Goiás fecha suas portas para eventos democráticos, que deviam nortear o clube num momento principalmente ruim como ele está passando, porque nós teríamos a oportunidade de mudanças por um Goiás melhor”
Nesse sentido, O principal obstáculo apontado pelo ex-presidente é a necessidade de reunir 50 assinaturas de integrantes do Conselho Deliberativo, o equivalente a um quinto dos 250 conselheiros, para registrar uma chapa. Portanto, sérgio Rassi critica a composição do conselho e afirma que a proximidade de seus integrantes com a atual direção dificulta o surgimento de candidaturas independentes. A inscrição das chapas poderá ser realizada até 16 de novembro. Cada candidatura deverá apresentar seis integrantes, sendo um candidato a presidente executivo e cinco a vice-presidente. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a “250 apadrinhados” continuam sendo acompanhados com atenção.
“De 250 apadrinhados que a gente tem lá no Conselho Deliberativo, que foram escolhidos a dedo pelo atual presidente (Paulo Rogério Pinheiro), todos são seus amigos e às vezes até com interesses comerciais envolvidos, fica muito difícil você conseguir 50 nomes lá para apoiarem a chapa que a gente já tem praticamente constituída”
Entre os nomes mencionados nas articulações da oposição estão o próprio Sérgio Rassi, o advogado Dyogo Crosara e o médico Syrion de Oliveira Mello. Ainda não existe definição sobre quem encabeçará uma eventual chapa. O objetivo inicial é reunir integrantes dispostos a disputar a eleição e construir uma candidatura que represente uma alternativa à continuidade da atual gestão. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de “250 apadrinhados” nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre “250 apadrinhados”
Segundo Sérgio Rassi, conversas com alguns integrantes do Conselho Deliberativo do Goiás revelaram insatisfação com os nomes apresentados para a sucessão. Diante desse cenário, ele considera possível uma aproximação entre a oposição e conselheiros que não estejam alinhados integralmente à atual administração, permitindo a formação de uma chapa mista.
“Se nós conseguirmos fazer uma composição com esses conselheiros que estão insatisfeitos e juntamente com o nosso grupo, nós poderíamos fazer uma chapa mista, conseguindo essas 50 assinaturas para concorrermos à presidência. Essa seria, ao meu ver, a melhor alternativa”
Sérgio Rassi tem se posicionado nos últimos anos como uma das principais vozes de oposição à condução administrativa do Goiás, defendendo mudanças na gestão e na estrutura de decisões do clube. Durante sua passagem pela presidência executiva, o médico priorizou a reorganização financeira da instituição. Agora, diante de um cenário de dificuldades econômicas e de uma campanha decepcionante na Série B do Campeonato Brasileiro, o ex-dirigente defende a construção de um novo projeto administrativo, com o objetivo de recuperar o protagonismo do Goiás no futebol goiano e nacional.
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