Além disso, A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar suspeitas de tráfico de mulheres para fins de exploração sexual e de lenocídio em festas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Dessa forma, O pedido foi encaminhado na semana passada ao ministro Edson Fachin.
Com isso, mensagens encontradas pela PF no celular do ex-banqueiro apontam seu suposto envolvimento no gerenciamento de uma rede de prostituição com mulheres estrangeiras. A solicitação foi encaminhada à presidência da corte porque Fachin determinou o envio ao seu gabinete de inquéritos dos casos Master e INSS, embora André Mendonça continue como relator.
Em nota, Vorcaro negou veementemente as irregularidades. “Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole”, afirmou.
Contexto e detalhes sobre festas de Daniel
Segundo reportagem do UOL, Vorcaro estruturou e financiou, como sócio oculto, uma rede de prostituição internacional a partir de 2023. Os valores alocados no negócio somam ao menos R$ 4,3 milhões, contando com intermediários, recrutamento ativo de mulheres estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo.
O ex-banqueiro selecionava mulheres de diferentes nacionalidades — incluindo russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas, polonesas, lituanas, holandesas e mexicanas —, dava ordens sobre a operação e participava das decisões de contratação.
A importância dos encontros foi explicitada por ele à então noiva, Martha Graeff, em mensagens de agosto de 2025. “Fazia parte do meu ‘business’. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo”, escreveu.
A investigação aponta que Vorcaro organizou infraestrutura, equipe e logística para que os encontros ocorressem em dias úteis, visando atender a um público-alvo composto por políticos e outras autoridades.
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