Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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De “JN” a Roberto Carlos, Boni expõe censura da ditadura militar à Globo

De “JN” a Roberto Carlos, Boni expõe censura da ditadura militar à Globo

Além disso, A relação entre Globo e ditadura militar foi relembrada nesta quinta-feira (22/10) por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Dessa forma, chefão durante três décadas, o ex-vice-presidente de operações da emissora expôs a censura federal a produtos como “O Bem-Amado”, o “Jornal Nacional” e até o especial de Roberto Carlos.

“Uma vez eu passei a noite inteira cortando de ‘O Bem-Amado’ a palavra ‘coronel’. Com isso, ela se referia ao ‘coroné’ no interior, mas a censura cismou que aquilo não podia ir. Nesse sentido, eu tirei 23 vezes a palavra ‘coroné’”, disse o criador do “padrão Globo de qualidade” em seu Instagram. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a ditadura militar continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, boni também citou a música “Paiol de Pólvora”, de Vinicius de Moraes e Toquinho, que foi impedida de ser tema de abertura de “O Bem-Amado” por censura do regime militar.

Ditadura militar: Roberto Carlos

O tradicional especial natalino do cantor Roberto Carlos também sofreu interferências da censura federal.

“Eles queriam que a gente tirasse uma cena em que as bailarinas estavam de pernas de fora, achavam aquilo extremamente perigoso. Aí o [diretor] Borjalo argumentou: ‘Em qualquer praia dessas aí as pessoas estão com as pernas mais de fora, não há problema nenhum com isso aí’. E o cara insistiu: ‘Não, tem que tirar’. ‘O Roberto Carlos já viajou, como é que eu vou regravar isso?’. Aí o censor sugeriu: ‘Coloca uma fotografia do Roberto Carlos e deixa a música dele cantando por trás’. O Borjalo não perdoou: ‘Parabéns, Coronel, o senhor acaba de inventar o rádio”, recordou.

Jornal Nacional

A tentativa de intervenção no “Jornal Nacional”, entretanto, não deu certo para os militares, conforme relatou o ex-vice-presidente de operações da Globo.

“O censor chegou atrasado e não deu tempo de ler o texto, então o programa já estava no ar. E ele disse para o [diretor] Armando Nogueira: ‘Como é que o que eu faço se eu quiser cortar alguma coisa?’. O Armando falou: ‘É simplesmente apertar aquele botão ali’. O coronel ficou olhando fixo para a tela, e o dedo em riste. Não apertou o botão, nenhuma vez, não teve coragem”, contou Boni.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás