A seleção feminina de ginástica artística do Brasil conquistou a quinta colocação na final por equipes do Mundial de Roterdã, na Holanda. A China levou a medalha de ouro, encerrando a hegemonia dos Estados Unidos, enquanto o Japão ficou com o bronze.
Além disso, A equipe feminina do Brasil terminou em quinto lugar na final por equipes do Mundial de ginástica artística, disputado em Roterdã, na Holanda. Dessa forma, com Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg, o time somou 159,730 pontos nesta quarta-feira e ficou entre as principais potências da modalidade.
Com isso, depois de avançar à final na última vaga da classificatória, as brasileiras conseguiram melhorar o desempenho na decisão. Nesse sentido, A equipe apresentou séries consistentes, sem quedas, e superou seleções tradicionais, como Rússia, Itália e Canadá. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Mundial de ginástica continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, O Brasil, vice-campeão mundial em 2023 e medalhista de bronze por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, não conseguiu voltar ao pódio, mas manteve a presença entre as principais seleções da ginástica feminina. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Mundial de ginástica nos últimos dias.
Mundial de ginástica: China conquista ouro e encerra hegemonia dos Estados Unidos
Em seguida, A China conquistou o título mundial por equipes e encerrou a sequência de vitórias dos Estados Unidos, que não perdiam uma final mundial da modalidade desde 2010, também em Roterdã.
De acordo com as apurações, O Japão ficou com a medalha de bronze e voltou ao pódio de um Mundial por equipes depois de 60 anos.
Por outro lado, as três seleções medalhistas garantiram classificação antecipada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Vale destacar que O Brasil terá outra oportunidade de conquistar uma vaga no Mundial de 2027, em Chengdu, na China, quando mais nove vagas olímpicas estarão em disputa.
Além de melhorar a pontuação em relação à classificatória, a equipe brasileira demonstrou consistência ao longo da decisão, mesmo com pequenas falhas de execução.
“Nosso foco principal era classificar para o Mundial de 2027, chegando à final de Roterdã. A gente sabe que a caminhada é dura. O primeiro passo a gente já deu. Agora é treinar mais. Não tem segredo. A gente já sabe como que é”, afirmou Flávia Saraiva.
Brasil melhora desempenho no salto e sobe no ranking
A final foi disputada em quatro aparelhos: solo, salto, barras assimétricas e trave. Sendo assim, O Brasil começou a decisão na oitava posição, mas conseguiu recuperar terreno ao longo das rotações.
Solo: brasileiras começam sem quedas
Thais Fidelis abriu a participação brasileira no solo com uma apresentação segura e somou 12,933 pontos. Lorrane Oliveira conseguiu 12,900, enquanto Flávia Saraiva recebeu 12,800 após dar dois passos grandes na última acrobacia, um deles para fora do tablado.
O Brasil totalizou 38,633 pontos no aparelho e terminou a primeira rotação na oitava posição. Os Estados Unidos assumiram a liderança inicial, seguidos por Itália e França.
Salto: Rebeca Andrade lidera a reação brasileira
No salto, Flávia Saraiva optou por executar um movimento menos difícil devido a um desconforto muscular e recebeu 13,000 pontos. Sophia Weisberg acertou o Yurchenko com dupla pirueta e somou 14,033.
Rebeca Andrade também executou a dupla pirueta com alto nível de precisão e obteve 14,400 pontos.
Com 41,433 pontos no aparelho, o Brasil melhorou o resultado da classificatória em pouco mais de um ponto e subiu para a sexta posição. Itália e Rússia perderam posições após quedas na trave.
Barras assimétricas: Lorrane Oliveira se destaca
Thais Fidelis abriu a rotação nas barras assimétricas com uma série limpa e recebeu 12,466 pontos. Especialista no aparelho, Lorrane Oliveira conseguiu 13,533 após uma apresentação consistente.
Flávia Saraiva teve dificuldades na saída, mas evitou a queda e somou 13,133 pontos.
O Brasil fechou a rotação com 39,132 pontos e permaneceu na sexta colocação. Na disputa pelo título, a China assumiu a liderança após uma boa apresentação na trave e uma queda das norte-americanas.
Trave: Brasil encerra final sem quedas
Na última rotação, Thais Fidelis recebeu 13,033 pontos após perder algumas ligações entre movimentos e ter dificuldades na saída do aparelho.
Flávia Saraiva, finalista individual da trave, teve dois desequilíbrios, mas conseguiu uma boa apresentação e somou 14,066 pontos. Rebeca Andrade encerrou a participação brasileira com 13,433, mesmo após alguns desequilíbrios.
A equipe brasileira marcou 40,532 pontos na trave. Apesar do resultado inferior ao da classificatória, o Brasil ganhou uma posição no ranking após quedas da equipe canadense.
Os Estados Unidos tiveram uma boa apresentação no solo, mas não conseguiram alcançar a China, que confirmou a conquista do ouro. O Japão manteve a vantagem na disputa pelo bronze, apesar de uma queda nas barras assimétricas.
Brasileiras disputam finais individuais em Roterdã
A participação brasileira no Mundial continua nas finais individuais. Na sexta-feira, às 14h30, no horário de Brasília, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira disputam a final do individual geral.
No sábado, a partir das 9h, Rebeca Andrade participa da final do salto. A ginasta brasileira busca mais uma medalha internacional no aparelho em que conquistou importantes resultados olímpicos.
No domingo, também a partir das 9h, Flávia Saraiva volta à arena para disputar a final da trave.
A equipe feminina do Brasil encerra a disputa por equipes com a quinta colocação e mantém o objetivo de conquistar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A próxima oportunidade será o Mundial de 2027, na China.
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