Além disso, roberta Luchsinger, lobista de 41 anos, é investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em esquema com Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dessa forma, luchsinger e Lulinha respondem a três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, O mais relevante investiga suspeitas de uso indevido de influência junto ao Ministério da Saúde, prática que consiste em explorar a proximidade com autoridades para obter vantagens ilícitas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Roberta Luchsinger continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, ela também figurou como alvo da Operação Sem Desconto, que apurou uma tentativa de comercializar canabidiol (CBD) com o Ministério da Saúde em parceria com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Portanto, A iniciativa não prosperou.
Roberta Luchsinger: Contratos e comissões
A lobista atuou na liberação de verbas federais para estados e municípios, recebendo comissões de empreiteiras por esses serviços. No caso da Unigel (empresa da qual Leo Slezynger, ex-namorado de Luchsinger, era dirigente), ela embolsou ao menos R$ 1,6 milhão pela mediação de um empréstimo junto ao BNDES e de um contrato com a Petrobras.
O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou caráter lesivo no contrato firmado entre Petrobras e Unigel, que acabou suspenso sem jamais ter vigorado.
Luchsinger ainda teria quitado boletos de R$ 249 mil em favor de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Já Swedenberger Barbosa, o Berge, chefe de gabinete adjunto da Presidência, teria sido contemplado com um relógio Cartier de ouro no valor de R$ 66 mil, além de uma festa no Estádio Mané Garrincha e um quadro de R$ 83 mil do artista Antônio Veronese.
Em uma festa de Réveillon realizada com Lulinha em uma mansão no Lago Sul, em Brasília, Luchsinger desembolsou R$ 18 mil somente em bebidas.
Trajetória
Luchsinger se apresentava publicamente como herdeira de um banqueiro suíço, porém a informação foi desmentida. Em 2017, ela anunciou a doação de bens de luxo avaliados em R$ 500 mil a Lula. O então juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, bloqueou os bens. A Justiça proibiu a doação, considerando-a uma fraude no pagamento de dívidas com uma empresa de móveis e decoração de Luchsinger.
Em 2018, ela se filiou ao PT e concorreu a deputada estadual em São Paulo. Obteve pouco mais de 14 mil votos e não se elegeu. Desde o primeiro turno das eleições mais recentes, ela deixou de publicar nas redes sociais em apoio à candidatura de Lula.
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