Sábado, 17 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro desvia de perguntas sobre Dark Horse e cita Huck e Kachar em entrevista à Globo

Além disso, flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, foi a entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16/10) para falar sobre o filme Dark Horse, mas adotou uma estratégia recorrente ao longo da conversa: cada vez que a jornalista Renata Lo Prete pressionava sobre os valores e a origem do financiamento, he redirecionava o assunto para outros personagens ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Dessa forma, O movimento ficou claro quando Lo Prete perguntou por que Flávio havia pedido R$ 134 milhões a Vorcaro para o projeto, sendo que a produtora declarou um orçamento de R$ 75 milhões. Com isso, em vez de responder diretamente, o senador defendeu a origem dos valores investidos por Vorcaro e demais investidores, sustentando que tudo ocorreu dentro da legalidade e sem qualquer irregularidade. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Flávio Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.

Flávio Bolsonaro: Kachar e Huck entram na conversa

Nesse sentido, flávio então trouxe à tona o caso de Frederic Kachar, que ocupava o cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo antes de ser desligado. Portanto, segundo o candidato, um diretor da Globo havia sido demitido por organizar eventos custeados por Vorcaro. Em seguida, questionou o que haveria de errado nisso, concluindo que Kachar teria ferido o código de ética da empresa e sofrido as consequências. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Flávio Bolsonaro nos últimos dias.

O Grupo Globo confirmou a demissão de Kachar, que trabalhava na empresa havia 29 anos, por meio de comunicado que descreveu a situação como “relação inadequada do executivo com um anunciante”. Conversas obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram que Kachar e Vorcaro trocaram mensagens entre outubro de 2023 e julho de 2025, abordando acordos comerciais, contratos de patrocínio e solicitações de espaço editorial.

Na sequência, Flávio citou o apresentador Luciano Huck e afirmou que o programa dele teria recebido mais de R$ 100 milhões, chegando a mencionar R$ 160 milhões, com a ressalva de que não tinha certeza do valor, em patrocínio do Banco Master. Lo Prete contestou a comparação: patrocínio comercial e financiamento privado de uma obra cinematográfica são situações distintas. Mensagens obtidas pelo Poder360 mostram que o próprio Huck mencionou R$ 83 milhões aplicados pelo Will Bank em publicidade na Globo, além de R$ 26 milhões em contrato pessoal. O valor de R$ 160 milhões mencionado por Flávio não foi confirmado.

O que a Veja publicou

Na semana anterior à entrevista, a Veja publicou reportagem de Robson Bonin informando que Vorcaro, ao apresentar uma proposta de colaboração premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR), declarou ter destinado R$ 30 milhões ao Instituto Lula para o financiamento do filme Lula (2024). A publicação também relatou que Vorcaro buscou obter recursos de fundos de pensão sob influência petista, com a intermediação de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo a Veja, Vaccari teria exigido uma taxa de 10% incidente sobre os valores que o Master viesse a captar junto a essas entidades.

A PGR não avançou com a proposta e alegou ausência de provas. Em nota, a procuradoria informou que as negociações foram mediadas por advogados contratados pelo investigado, sem depoimento oral ou intermediação direta. A campanha de Lula classificou a reportagem como irresponsável e afirmou que trazia acusações sem prova.

Flávio usou o episódio para traçar um paralelo com o Dark Horse. Segundo ele, o filme de Lula teria recebido mais recursos, mas por vias irregulares, enquanto o seu projeto teria seguido o caminho correto ao pedir patrocínio abertamente.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás