Sobre o tema envolvendo filme Dark, além disso, O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, afirmou, em depoimento à Polícia Federal no dia 1º de outubro deste ano, que não foi informado por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, de que transferências a um fundo dos Estados Unidos seriam usadas para bancar o filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dessa forma, mineiro foi apontado pela PF como um dos responsáveis por fazer transações financeiras e conseguir dinheiro vivo para Vorcaro. Com isso, O empresário afirmou que a operação foi apresentada como um investimento imobiliário nos Estados Unidos, vinculado a um fundo gerido por Paulo Calixto, advogado com ligações ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro. O delator afirmou que “em momento algum lhe foi informado que os recursos se destinavam ao financiamento de um filme ou cinebiografia” e ainda que não aceitaria participar de uma operação “com esse viés em razão do elevado risco reputacional para seu portfólio de empresas”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a filme Dark continuam sendo acompanhados com atenção.
Fabiano Zettel foi apontado por Mineiro como o responsável pela solicitação da transferência de US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 62 milhões) para o fundo, demanda que teria sido posteriormente confirmada por Daniel Vorcaro. Os valores foram repassados pela Entre Investimentos ao fundo Havengate, sob gestão de Calixto. O delator disse que soube do “verdadeiro propósito do fundo e da destinação dos recursos” por informações divulgadas pela imprensa.
Filme Dark: Contradições apontadas pela PF
A PF apontou inconsistências no depoimento que demandam investigação adicional, destacando “pontos que divergem do depoimento ou que merecem aprofundamento”. Entre elas está a questão da procedência do primeiro aporte: Mineiro declarou que os valores tinham origem em retiradas de conta garantida no Banco Master, alienação de ativos e recursos próprios. Contudo, uma planilha de controle dos repasses analisada pela polícia registra que a conta da Entre Investimentos recebeu R$ 12 milhões provenientes da Super Empreendimentos na véspera da primeira remessa ao exterior, contradizendo essa versão.
A PF acrescentou que os documentos examinados “não permitem identificar as contas bancárias de origem dos recursos remetidos pela Go UP”, produtora do filme, “limitando-se à demonstração dos valores ingressados, das contas beneficiárias e das características das operações de câmbio realizadas”. Também foi identificada uma carta-acordo encaminhada à Entre Investimentos prevendo um aporte total de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões), com referência explícita à produção do filme, montante que, de acordo com a PF, correspondia ao total planejado para os repasses.
A PF encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de prorrogação de 90 dias para dar continuidade às investigações.
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