Sábado, 17 de outubro de 2026
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Infantino recua e pede desculpas após polêmicas na Copa do Mundo de 2026

Infantino recua e pede desculpas após polêmicas na Copa do Mundo de 2026

Além disso, gianni Infantino, presidente da Fifa, pediu desculpas nesta quinta-feira (15/10) pela maneira como conduziu a Copa do Mundo de 2026. Dessa forma, O pedido ocorreu durante reunião do conselho executivo da entidade e foi confirmado em comunicado oficial. Dirigentes presentes, porém, afirmaram que Infantino não respondeu às perguntas sobre a polêmica. Com isso, A Fifa também informou que advogados estiveram no evento para prestar esclarecimentos.

Nesse sentido, durante o Mundial, que aconteceu no México, Canadá e Estados Unidos, o presidente da federação se envolveu em diversas polêmicas. Mesmo se tratando de uma competição de futebol, a maioria dos “problemas” que apareceram durante o torneio foram políticos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Copa do Mundo continuam sendo acompanhados com atenção.

Copa do Mundo: Revistas e árbitro proibido

Com uma onda de perseguição a imigrantes nos Estados Unidos, muitas seleções, como a de Senegal, tiveram que ser revistadas, interrogadas e entrevistadas antes de adentrarem o solo estadunidense. Além disso, um árbitro da Somália, Omar Abdulkadir Artan, foi proibido de participar do torneio por não poder entrar nos Estados Unidos.

Alusões políticas

De acordo com a Fifa, organizadora do torneio, nenhuma seleção, atleta, árbitro ou profissional que participar da competição está permitido(a) a fazer alguma alusão política. O uniforme do Haiti, por exemplo, continha a silhueta de um desenho que representava a revolução do país, mas foi barrado e teve de ser refeito. Enquanto isso, a Argentina fez uma provocação aos ingleses quando bateram os britânicos na semifinal, erguendo uma bandeira que dizia: “As Malvinas são argentinas”, mas o protesto não rendeu nenhum tipo de punição ao time de Lionel Messi, mesmo com as reclamações formalizadas pela federação inglesa de futebol.

A polêmica da FFE

O anúncio de que criaria a Fifa Forward Enterprise (FFE), após o Mundial, também esteve por trás do pedido de desculpas. Trata-se de uma subsidiária projetada para gerir assuntos comerciais, organizar competições e comercializar participações minoritárias. Quando o plano foi anunciado, a FFE foi avaliada em US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões), com a venda de ações a investidores prevista para captar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,4 bilhões).

Se a captação se concretizasse, cada federação membro receberia da Fifa até R$ 102 milhões no período entre 2027 e 2030. Joshua Kushner, irmão do genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seria um dos principais envolvidos no negócio, segundo dirigentes presentes à reunião.

A proposta gerou forte reação. Uefa, Concacaf e a confederação asiática se posicionaram contra Infantino, que disputa a reeleição. Diante do movimento contrário, o presidente da Fifa voltou atrás e extinguiu a ideia da FFE.

Críticas ao pedido de desculpas

O pedido de desculpas feito por Infantino, contudo, gerou controvérsias e dúvidas, já que foi genérico e não especificou nenhum motivo pontual. Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa, cobrou mais transparência de Infantino. Segundo ela, o presidente da Fifa precisa responder às perguntas sobre a polêmica. Hewitt afirmou: “Acho que o homem [Infantino] precisa responder essas perguntas”.

Bernd Neuendorf, presidente da Federação Alemã, também expressou sua impressão sobre o pedido de desculpas: “eu não senti que esse pedido de desculpas era por causa do projeto”, disse, segundo dirigentes presentes à reunião.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás