Além disso, A Justiça de São Paulo determinou a extensão, por mais 30 dias, da prisão temporária de Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, bem como dos outros investigados na Operação Vectura Corrupta. Dessa forma, A Polícia Civil comunicou a decisão. Com isso, leite se encontra detido desde o dia 18 de setembro, data em que a operação foi lançada para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em municípios da Grande São Paulo e da Baixada Santista.
Nesse sentido, as investigações têm como foco a suposta penetração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo paulistano. Portanto, de acordo com os investigadores, Leite teria gerenciado diretamente empresas sob controle da organização criminosa e seria o verdadeiro proprietário da Transwolff, companhia do ramo. Em seguida, A Polícia Civil ainda indica que o grupo suspeito operaria em múltiplas frentes, incluindo licitações, mobilização política, captação de recursos para campanhas e o próprio setor de ônibus.
A operação também tem como alvo a chamada Sintonia dos Gravatas, núcleo composto por advogados que supostamente agiriam para favorecer a organização criminosa. Entre os nomes mencionados pela Polícia Civil estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans (São Paulo Transporte), e Danilo Marco Morgado Silva, que concorreu à Prefeitura de Praia Grande pelo Partido Liberal (PL).
Leite nega as acusações
Na saída para o Instituto Médico Legal (IML), nessa sexta-feira (18/09), Milton Leite falou à imprensa e negou qualquer envolvimento nos crimes investigados. “Sou inocente de todas as acusações. Eu acredito na Justiça, no trabalho da polícia. Temos oportunidade agora de provar tudo o que foi dito”, afirmou. Ele também declarou: “Só arrepende quem comete crime. Eu não cometi nenhum e nada devo.”
Seu filho, Alexandre Leite, publicou vídeo nas redes sociais nesse sábado (19/09) comentando o caso. “Consideramos essa medida extremamente injusta, mas cabe aos advogados fazer a defesa jurídica. Vejo como uma boa oportunidade de passar essa história a limpo e colocar um ponto final, para que ela não seja reverberada a cada dois anos ou a cada período eleitoral”, disse Alexandre.
Mal-estar antes da audiência e furto no escritório
Ainda nesse sábado (19/09), antes de sua audiência de custódia, Milton Leite alegou mal-estar e pediu atendimento hospitalar. Segundo fonte da investigação, ele “estava na fila da custódia, mas passou mal e foi socorrido antes da audiência”. A audiência deve ser realizada de forma virtual.
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