Sobre o tema envolvendo R 267, além disso, na quarta-feira (14/10), a aprovação da PEC que extingue a escala 6×1 mobilizou entidades do setor produtivo. Dessa forma, CNI, Fiesp e CNC apresentaram críticas e estimativas de impacto, ao passo que o Sebrae demonstrou maior cautela ao avaliar as consequências para os pequenos negócios.
Com isso, de acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), manter os salários atuais com a redução da jornada semanal para 40 horas resultaria em um acréscimo nos custos de produção de até R$ 267,2 bilhões. Nesse sentido, O mesmo estudo projeta retração de 0,7% do PIB, o que corresponde a R$ 76,9 bilhões. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a R 267 continuam sendo acompanhados com atenção.
R 267: Preços ao consumidor
Portanto, A entidade projeta ainda uma elevação média de 6,2% nos preços pagos pelos consumidores. Em seguida, entre os segmentos mais impactados, a CNI destaca supermercados (5,7%), produtos industrializados (6%) e roupas e calçados (6,6%). A confederação não esclareceu a metodologia utilizada nem o período coberto pelas estimativas.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, manifestou pesar pela realização da votação sem um debate mais amplo com a sociedade brasileira, argumentando que os efeitos da medida não foram adequadamente avaliados. Alban sinalizou ainda que, diante de eventuais evidências de queda na competitividade e pressão inflacionária, o Congresso poderia retomar a discussão do assunto.
Críticas ao calendário eleitoral
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também se manifestou sobre o tema. O presidente da entidade, Paulo Skaf, defendeu que uma questão de tal envergadura exigia um debate aprofundado e desvinculado do calendário eleitoral, sem o risco de se tornar uma chamada ‘PEC Boca de Urna’.
Skaf alertou ainda que decisões tomadas às pressas têm um preço alto e que essa conta será paga por toda a sociedade. Entre os efeitos negativos apontados pela Fiesp estão a expansão da informalidade no mercado de trabalho e o crescimento dos gastos de consumidores e empresas, com repercussões em áreas como saúde, educação, transporte e indústria química.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifestou a posição de que alterações nas regras de jornada deveriam ter como via prioritária a negociação coletiva. A entidade também expressou preocupação com o avanço do debate em pleno período eleitoral.
Visão do Sebrae
O Sebrae, por sua vez, adotou uma leitura distinta. A entidade enxergou no fim da escala 6×1 um potencial de novas oportunidades para os pequenos negócios. Levantamento realizado pelo próprio Sebrae indicou que 51% dos proprietários de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) entendem que a mudança não afetará suas atividades. A amostra e a metodologia da pesquisa não foram divulgadas.
O Senado deve votar a PEC da Segurança Pública na quinta-feira (15). O texto da PEC que extingue a escala 6×1 segue para promulgação.
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