Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
1º Batalhão Maria da Penha

Homem que incendiou loja e carro da ex em Senador Canedo tem 13 registros policiais envolvendo a mesma vítima

Homem que incendiou loja e carro da ex em Senador Canedo tem 13 registros policiais envolvendo a mesma vítima

Além disso, O homem preso por incendiar a loja e o carro da ex-companheira na última sexta-feira (9/10), em Senador Canedo, acumula 13 registros policiais relacionados à mesma vítima, a empresária Mayzia Jacinto, de 36 anos. As ocorrências, contabilizadas ao longo de cerca de quatro anos, incluem ameaça, lesão corporal, injúria, dano, difamação, roubo, sequestro e cárcere privado, além de anotações relacionadas à Lei Maria da Penha.

Dessa forma, roogeres Souza Marques, 37 anos, foi localizado em uma área de mata após procurar abrigo na casa de uma amiga, em Inhumas. Com isso, ele foi detido nesta terça-feira (13), enquanto, aponta a Polícia Militar (PM), planejava fuga do estado. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Senador Canedo continuam sendo acompanhados com atenção.

Nesse sentido, A revelação é da tenente-coronel do 1° Batalhão Maria da Penha, Dayse Veiga. “Ele pegou um carro de aplicativo e foi para a casa de uma amiga na madrugada do dia 12 e afirmou que já tinha solicitado outro veículo para ir para Barra do Garças, em Mato Grosso (MT)”, afirma ela com exclusividade ao Mais Goiás. Em depoimento, porém, o suspeito afirmou que manteve contato com a irmã para que ela contratasse um advogado, pois já sabia da existência de um mandado de prisão. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Senador Canedo nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre Senador Canedo

Portanto, ele disse também que pretendia se apresentar à polícia. No entanto, decidiu pular o muro da residência onde estava e se esconder em área de mata, após desconfiar de um veículo estacionado na porta da casa. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Senador Canedo devem surgir em breve.

Em seguida, A tenente-coronel Dayse reforça que o homem foi flagrado em posse da chave do estabelecimento da vítima. “Temos 13 ocorrências envolvendo o mesmo autor. De acordo com as apurações, inclusive, tem registro de um artigo 157, que é de roubo, também no contexto de violência doméstica. Na ocasião, ele roubou o carro dessa mesma vítima”, revela.

Na noite da última sexta-feira (9), após uma série de ameaças, o ex-companheiro de Mayzia teria ateado fogo ao carro da empresária e, horas depois, à loja de maquiagem dela. Os atos teriam ocorrido depois que ele a encontrou em uma casa de forró no Jardim América, em Goiânia. Segundo a mulher, os episódios foram uma resposta à decisão dela de colocar fim no relacionamento de cinco anos.

Principais pontos e impactos da decisão

Os incêndios causaram um prejuízo estimado em R$ 650 mil, segundo a empresária, que perdeu cerca de 90% das mercadorias da loja. O carro ficou danificado, mas o fogo não o consumiu por completo.

Ao Mais Goiás, Mayzia Jacinto, de 36 anos, relatou que as agressões e ameaças começaram em 2022, durante um relacionamento de cerca de seis anos, marcado por separações e reconciliações. Segundo ela, o ex-companheiro também recorria à manipulação durante a convivência. A decisão de romper definitivamente ocorreu depois que o filho de Mayzia tentou intervir em um episódio de violência contra a mãe e também foi agredido. Para ela, aquele foi o limite da relação.

Em um dos julgamentos, o ex-companheiro foi condenado a pagar dois salários mínimos a Mayzia e outros dois ao filho dela, segundo a vítima. Ela afirma que ele danificou bens pessoais, prejuízos comprovados por perícia, e também agrediu os filhos dela. “No último julgamento dele, ele quebrou meu carro, quebrou meu celular. Isso foi provado na perícia. Foi condenado a dois salários mínimos para mim e dois para o meu filho, porque ele agrediu meus filhos”, relatou.

Mayzia afirma que o ex-companheiro não cumpria o pagamento da indenização conforme havia sido estabelecido. Segundo ela, as ameaças também a fizeram evitar cobranças e outros pedidos, por medo de que algo acontecesse com ela ou com os filhos.

Com a nova prisão, a vítima diz sentir alívio por conseguir voltar a dormir em casa, embora ainda tenha medo de possíveis represálias. “A prisão deixa a gente aliviada, porque agora eu consigo pelo menos dormir na minha casa. Mas ainda não me sinto 100% segura. Não sei quem pode vir”, afirmou.

Sem previsão para retomar as atividades no endereço onde funcionava a loja, Mayzia busca ajuda para reconstruir o negócio. Ela organizou uma campanha de arrecadação pela internet e uma rifa para levantar dinheiro para recuperar o espaço e repor os produtos perdidos no incêndio.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás