Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Cidades

Pesquisa da UFG revela como mudanças no Mutirama afastaram crianças de baixa renda

Pesquisa da UFG revela como mudanças no Mutirama afastaram crianças de baixa renda

Sobre o tema envolvendo crianças de baixa, além disso, criado em 1969 para reunir crianças de diferentes classes sociais em um mesmo espaço de lazer, o Parque Mutirama, em Goiânia, passou por mudanças que dificultaram o acesso de famílias de baixa renda. Dessa forma, É o que aponta uma dissertação de mestrado da Universidade Federal de Goiás (UFG), que investigou a história do parque e suas condições de funcionamento. Com isso, O estudo volta a chamar atenção após a reabertura do Mutirama, no último sábado (10), depois de 18 meses de obras. Nesse sentido, com 22 atrações recuperadas, o parque recebeu 5.567 visitantes no primeiro dia.

Portanto, A pesquisa foi realizada por Lilliane Braga Arruda, sob orientação da professora Ivone Garcia Barbosa, no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFG. Em seguida, defendida em 6 de julho de 2018, a dissertação examinou documentos históricos, leis e mudanças administrativas ocorridas entre 1969 e 2017. De acordo com as apurações, A pesquisadora também acompanhou atividades no parque e entrevistou profissionais que trabalhavam no local. O estudo concluiu que as mudanças nas regras de acesso prejudicaram principalmente crianças de famílias trabalhadoras, contrariando a proposta original de oferecer lazer à população independentemente da renda.

Crianças de baixa: Iris queria que filhos de patrões e de operários brincassem juntos

Um dos documentos recuperados pela pesquisa apresenta uma declaração de Iris Rezende sobre a criação do Mutirama. Em entrevista concedida à pesquisadora em 2017, o ex-prefeito explicou que o parque não havia sido planejado prioritariamente para gerar receitas, mas para promover convivência entre crianças de diferentes classes sociais.

“O Mutirama não foi construído para ser fonte de renda de administração principal, foi construído para atender a criança pobre”, afirmou Iris Rezende, em depoimento registrado na dissertação.

O ex-prefeito também explicou que desejava aproximar filhos de soldados e coronéis, operários e patrões, como forma de reduzir as divisões sociais desde a infância. A proposta surgiu durante a expansão de Goiânia, quando a capital recebia trabalhadores de diferentes regiões e ampliava sua infraestrutura urbana. Para Iris, a convivência entre crianças de origens econômicas distintas poderia contribuir para diminuir as barreiras sociais.

Pesquisa aponta restrições de acesso após reformas

A dissertação da Universidade Federal de Goiás (UFG) identificou mudanças no funcionamento do Mutirama entre 2012 e 2017 que dificultaram o acesso de crianças de baixa renda. Nesse período, o parque passou por reformas e alterações administrativas, com ampliação da quantidade de brinquedos eletrônicos, retirada de áreas destinadas a brincadeiras gratuitas, fechamentos prolongados e cobrança de ingresso.

Segundo a pesquisadora Arruda, as mudanças atingiram principalmente crianças de famílias trabalhadoras. Em determinados períodos, o acesso gratuito ficou restrito a visitas organizadas por escolas, centros municipais de Educação Infantil e outras instituições. Na prática, uma criança podia visitar o Mutirama gratuitamente com a escola, mas sua família precisava pagar para frequentar o mesmo espaço em outras ocasiões.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás